A MENTE QUE SE ABRE A UMA NOVA IDEIA JAMAIS VOLTARÁ AO SEU TAMANHO ORIGINAL.
Albert Einstein

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

A caminho do tudo – Parte IX (Versão 2026)

 A REVOLUÇÃO COPERNICANA

Copérnico : Detonando as esferas de Aristóteles


“Algumas pessoas, assim que ficarem sabendo deste livro que escrevi sobre a revolução das esferas universais, em que atribuo uma espécie de movimento ao globo terrestre, iram clamar para que me façam calar”.
Nicolau Copérnico



Amigos, parece título de episódio da série Dragonball Z, reconheço, mas como sugeri no inicio do blog, somos todos filhos de Nicolau. Nicolau Copérnico viveu 80 anos em uma época de investigação e descoberta sem precedentes. Nasceu na cidade Polonesa de Torun e estudou em Cracóvia, Bolonha e Pádua antes de retornar à sua terra natal. Nessa época ele já tinha aprendido como funcionava a astronomia de Ptolomeu. Quanto mais estudava o modelo de Ptolomeu, menos ficava satisfeito com ele. Para ele, era um simples modelo do sistema solar centrado na Terra, Que não explicava o movimento dos planetas que eram observados. Entre as dificuldades, citava:

Se as trajetórias das trajetórias são círculos perfeitos, por que Marte, Júpiter e Saturno as vezes parecem “retroceder”em seus caminhos através dos céus;

• Por que os planetas parecem girar mais depressa a mais devagar quando se movem em suas órbitas;


• Se todos os planetas giram em torno da Terra em trajetórias circulares, isso significa que estão a mesma distância de nós, Por que Marte e Júpiter variam tanto em brilho no decorrer de um ano?


A fim de explicar essas observações o modelo de Ptolomeu precisava de alguns ajustes. Em vez de se mover em círculos simples à volta da terra, se achava que cada planeta também se movia em um ou mais círculos pequenos conhecidos como epiciclos.



Para Copérnico essa mistura de órbitas parecia ser “grosseira e deselegante” e ofereceu uma solução mais simples : talvez o sol e não a Terra, fosse o centro do sistema solar. Essa idéia de o Sol ser o centro do sistema solar já tinha sido sugerido por alguns antigos astrônomos Gregos, como em alguns textos sugeridos, por Aristarco de Samos. Entretanto ninguém elaborou os detalhes da teoria, e a idéia foi abandonada.

E sua grande sacada, Copérnico percebeu que um sistema centrado no Sol resolvia muitos dos problemas que perturbavam o modelo de Ptolomeu. As variações no brilho e velocidade dos planetas do ponto de vista de uma Terra em movimento, agora faziam sentido.


Havia, é claro, algumas perguntas à serem respondidas pelo modelo de Copérnico, muitas delas baseadas no “senso comum”. Se a Terra realmente se move porque a TRIONDA  jogada pra cima, cai no mesmo ponto de onde foi lançada? Por que os pássaros não são lançados para trás contra o sentido de movimento da Terra? O próprio Aristóteles já tinha sido hilário devido a essas idéias.

Copérnico tinha uma resposta: a atmosfera da Terra não precisava ser transportada junto com ela, e assim nenhum movimento pode ser observado( galera, somente o Sir. Isaque Newtom responderia de forma mais clara esta questão com seu principio da inércia).

E havia mais dúvidas: se a terra se movia em volta do Sol, as estrelas deveriam parecer mudar de posição no decorrer de um ano. Esclarecendo: imagine você caminhando na floresta amazônica, enquanto em movimento, as árvores próximas parecem mudar de posição em relação as árvores mais distantes atrás delas. Mas, porém, contudo, todavia e entretanto, nenhuma mudança assim foi vista nas posições das estrelas. E, se a Terra se move em uma grande órbita, ela teve estar mais perto de certas estrelas em certas épocas no ano; portanto, as estrelas deveriam mudar de luminosidade no decorrer das estações. A resposta, raciocinou Copérnico, é que as estrelas devem estar muito longe em comparação com o nosso sistema solar, brilhante no pensar. Essa visão de universo infinito era um afastamento radical da visão popular medieval, fantástico.

Alguns mitos surgirão em volta da revolução copernicana:

O sistema heliocêntrico resolveria todos os problemas da astronomia com uma só tacada; Comentário: não foi bem assim, afim de observar com precisão os movimentos observados do sol, da luz e dos planetas, ele também precisava de epiciclos.

• Os lideres religiosos eram contrários a um sistema centrado no sol por que privava a humanidade de um lugar “especial”no universo; Comentário: De fato o centro do universo de Aristóteles estava reservado para o CAPIROTO ( não confundam com o Petillo) e seus anjos; a idéia da Terra em movimento era muito perturbadora e havia uma certa relutância em aceitar o “infinito cosmos” proposto pelo modelo de Copérnico.

Copérnico deveria estar se borrando..... de medo por não publicar sua teoria. Somente na velhice ele permitiu que a sua grande obra, De Revolutionibus Orbium Celestium ( Sobre as revoluções das esferas celestiais ), fosse publicada; um exemplar completo foi lhe apresentado em seu leito de morte, causando um infarto fulminante ( a segunda parte, a do infarto, é mentirinha tá ). Sem o seu conhecimento , seu editor acrescentou um prefácio, ou uma declaração afirmando que o sistema heliocêntrico era apenas um modelo teórico, estava com medinho de virar churrasco também!

Mas acho que Copérnico sabia era mais que apenas uma abstração. Completando o senso de equilíbrio do modelo ele escreveu que “descobrimos nesse arranjo organizado a maravilhosa simetria do universo, e uma firme e Harmoniosa conexão entre o movimento e o tamanho das esferas (...). A pura elegância do modelo heliocêntrico, a idéia, não os detalhes, foi suficiente para convencê-lo de que se tratava de uma verdadeira descrição da natureza.

Devemos muito a esse homem, tudo começou com ele e somos todos filhos do brilhante e medroso NICOLAU COPÉRNICO cujas idéias serviram de base para o desenvolvimento da física pelos cientistas que o sucederam seus “herdeiros intelectuais”.

Beleza de história, já estou estudando o próximo post. O título é: Tycho apenas Um GRANDE observador.

O que têm de bom?
* Apenas um ano de contato com Kepler foi necessário para Kepler estudar e escrever as leis que regem a mecânica celeste;

O que têm de ruim?
* Sua vida social; primeiro perdeu um talho do nariz em um duelo. Sua morte foi por causa de uma infecção urinária, motivo, etiqueta. Mais esta é uma outra história. 

Aguardo vocês.
A fim de explicar essas observações o modelo de Ptolomeu precisava de alguns ajustes. Em vez de se mover em círculos simples à volta da terra, se achava que cada planeta também se movia em um ou mais círculos pequenos conhecidos como epiciclos.


















quarta-feira, 29 de julho de 2026

“ Eureka “


O rei Hiero de Siracusa suspeitou que o ourives encarregado de fazer uma coroa de ouro - a ser dedicada aos deuses - teria usado uma parcela de prata. A fim de detectar a suposta fraude, o rei consultou o eminente matemático Arquimedes. 

A resposta de Arquimedes para solucionar o problema veio durante um banho. Arquimedes notou que quanto mais seu corpo afundava na água, mais líquido era deslocado. Isso o levou a concluir que um corpo imerso desloca uma quantidade de água igual ao seu próprio volume. Ou seja, a água deslocada seria uma medida exata do seu volume. Dessa forma, o volume de qualquer objeto que afunda na água pode ser determinado a partir do volume de água deslocada. Como o ouro “pesa” mais que a prata (porque tem maior densidade), ele concluiu que uma coroa misturada com prata teria que ter um volume um pouco maior para atingir o mesmo peso de uma confeccionada apenas de ouro. Com a solução do problema, Arquimedes pulou da banheira, saiu correndo e gritou "Eureka!" (do grego εὕρηκα, que significa "Encontrei!") 

Não sabemos se Arquimedes teve essa atitude e não temos certeza dos detalhes da história da coroa e, sequer, se ela é real. Seja como for, a palavra grega "Eureka" permanece no imaginário popular e retrata bem os chamados "insights" 

O "insight" é capacidade de ter uma compreensão clara, profunda e às vezes repentina de alguma questão ou situação complicada. Ter um "insight" significa nos levar de um estado de não saber como resolver um problema para um estado de saber como resolvê-lo! 

Os "insights" dos cientistas foram e são imprescindíveis para o avanço da ciência. No entanto, qualquer pessoa pode tê-los. E eles costumam ser muito úteis no nosso dia a dia. Quem nunca teve aquele "estalo" (eureka!) para solucionar algum problema?

REFERÊNCIA

https://www.scientificamerican.com/article/fact-or-fiction-archimede/

quarta-feira, 22 de julho de 2026

O Efeito Fotoelétrico


Quando a luz interage com a matéria, os elétrons absorvem energia em pacotes discretos, ou fótons, em vez de continuamente. Esta é uma pedra angular da mecânica quântica, mas as origens mais profundas deste fenômeno continuam a ser um tópico de exploração.


Um novo estudo investiga como os campos eletromagnéticos contribuem para este processo, oferecendo uma nova perspectiva fundamentada no eletromagnetismo clássico. Os pesquisadores demonstram que o ganho de energia de um elétron com a radiação depende não só da frequência da luz, mas também do fluxo magnético que experimenta. Assumindo que o fluxo magnético é quantizado - um conceito familiar da supercondutividade - o estudo deriva matematicamente a energia de um fóton e até mesmo a própria constante de Planck usando princípios clássicos.


Isto sugere que o comportamento chamado "partícula" da luz, observado em fenômenos como o efeito fotoelétrico, pode não ser inerentemente quântico, mas sim uma consequência emergente de como os campos eletromagnéticos interagem com as cargas. O estudo até fornece uma explicação alternativa para o efeito fotoelétrico usando a lei de Faraday da indução eletromagnética, colmatando ainda mais o fosso entre as vistas clássicas e quânticas da interação luz-matéria.


Em essência, as descobertas propõem que a discrição da troca de energia da luz é um resultado natural da quantização do campo eletromagnético, desafiando as suposições tradicionais sobre a natureza fundamental dos fótons.