A MENTE QUE SE ABRE A UMA NOVA IDEIA JAMAIS VOLTARÁ AO SEU TAMANHO ORIGINAL.
Albert Einstein

quarta-feira, 17 de junho de 2026

A invenção da roda é humana?


Frequentemente a roda é mencionada como uma das invenções mais importantes da humanidade. É difícil precisarmos o momento de sua descoberta. Embora possa ter sido concebida em algum momento a partir de 50.000 antes do presente, quando os humanos viveram a Explosão Criativa do Paleolítico Superior, a evidência mais antiga do seu uso para locomoção é de 5.100 a 5.300 anos atrás - da antiga cidade de Uruk, na Mesopotâmia. No entanto, o registro inequívoco mais antigo de uma roda foi encontrado na Ljubljana (Eslovênia) e tem aproximadamente a mesma idade dos registros da Mesopotâmia.

Ao longo da história, grande parte das invenções humanas foi inspirada no mundo natural (e.g. o avião a partir das aves planadoras), mas a roda para locomoção é usualmente reconhecida como uma inovação 100% creditada ao Homo sapiens. Na realidade, podemos dizer que a natureza chegou perto várias vezes, afinal as plantas Tumbleweeds, os besouros-de-esterco (Scarabaeidae), a aranha-roda dourada (Carparachne aureoflava), o crustáceo estomatópode (Nannosquilla decemspinosa) e o pangolim (Manis spp.) usam ou podem usar o sistema rotativo de locomoção.

A única estrutura verdadeira de roda e eixo conhecida em biologia é o motor que aciona o flagelo de uma bactéria. Podemos dizer que esses microorganismos “inventaram” a roda muito antes dos humanos. Essas bactérias giram o flagelo usando um motor molecular em forma de roda.

Há mais de 5.000 anos os humanos não poderiam ter ideia do mecanismo de roda e eixo de uma bactéria flagelada, mas talvez tenham se inspirado em um besouro-do-esterco para criarem a estrutura que mudou o rumo da humanidade.

REFERÊNCIAS

Bakker, J., Kruk, J., Lanting, A., & Milisauskas, S. (1999). The earliest evidence of wheeled vehicles in Europe and the Near East. Antiquity, 73(282), 778-790. doi:10.1017/S0003598X00065522

Gasser, Aleksander (March 2003). “World’s Oldest Wheel Found in Slovenia”. Government Communication Office of the Republic of Slovenia. Archived from the original on 2016-08-26. Retrieved 2015-03-07.

LaBarbera, M. (1983). Why the Wheels Won’t Go. The American Naturalist, 121(3), 395–408. http://www.jstor.org/stable/2461157

terça-feira, 9 de junho de 2026

Condutores e Isolantes


Os fios elétricos são geralmente feitos de cobre e recobertos por um isolante plástico, frequentemente o PVC (policloreto de vinila). Os metais são bons condutores de eletricidade. Isso significa que os elétrons podem transitar com facilidade em seu interior, o que não ocorre em um isolante como o plástico. Mas qual o motivo dessa diferença?

O átomo de um metal tem entre 1 e 3 elétrons em sua última camada. Devido as suas maiores distâncias do centro, esses elétrons estão sujeitos a uma menor força de atração do núcleo. Isso faz com que nos metais haja elétrons livres para se moverem facilmente. Podemos dizer que há um verdadeiro mar de elétrons nos metais e quando uma diferença de potencial é aplicada há impulsionamento dessas partículas, gerando a corrente elétrica.

Por outro lado, um isolante não tem elétrons livres e não permite que a corrente elétrica flua através dele. Elementos com mais de 4 elétrons na última camada são considerados isolantes. No caso dos plásticos, como o PVC, que é um grande molécula, existem ligações covalentes, fortes e estáveis entre os átomos. Portanto, os elétrons estão fortemente envolvidos nessas ligações, o que impede a propagação da corrente elétrica.

sábado, 6 de junho de 2026

A invenção da Lâmpada

A lâmpada é considerada uma das invenções mais importantes da história da humanidade. Por mais de um século as lâmpadas de filamento foram as principais responsáveis por iluminar a nossa vida noturna. O princípio dessa lâmpada consiste em um filamento aquecido por corrente elétrica, que fica incandescente e gera luz.

O PAI DA LÂMPADA ELÉTRICA - O químico britânico Humphry Davy foi o primeiro cientista a conseguir gerar luz dessa maneira. Em 1802, ele gerou luz, por um curto período de tempo, ao fazer corrente elétrica passar por uma tira de carbono.

APERFEIÇOAMENTO - A invenção de Davy foi aprimorada por Warren De la Rue, em 1820, que usou um filamento de platina enrolado (bobina) dentro de um tubo de vácuo. Após isso, muitos outros pesquisadores também desenvolveram filamentos capazes de emitir luz. O modelo de lâmpada mais próximo dos atuais foi desenvolvido por Joseph Swan em 1878. Finalmente, em 1879, Thomas Edison (e que portanto não foi o inventor!) conseguiu desenvolver uma lâmpada com filamento de alta durabilidade e que foi comercializada.

NOVA GERAÇÃO - Nikola Tesla patenteou em 1885 nos Estados Unidos, uma lâmpada elétrica a arco. No interior do bulbo da lâmpada haviam dois eletrodos, imersos em gás. Os eletrodos produziam descarga elétrica que excitava o gás a emitir luz. Essa lâmpada foi precursora das lâmpadas fluorescentes atuais. As lâmpadas incandescentes foram quase que completamente substituídas pelas lâmpadas fluorescentes. Agora passamos a utilizar as lâmpadas de LED, que não geram calor intenso e consomem menos energia. O que mais virá no futuro?

REFERÊNCIAS
https://www.livescience.com/43424-who-invented-the-light...
https://www.bulbs.com/learning/history.aspx
https://www.thoughtco.com/who-invented-the-lightbulb-1991698
https://teslaresearch.jimdofree.com/electric-lighting/