A MENTE QUE SE ABRE A UMA NOVA IDEIA JAMAIS VOLTARÁ AO SEU TAMANHO ORIGINAL.
Albert Einstein

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Por que 1hora tem 60 minutos?


Há cerca de 5.000 anos, os Sumérios, que viviam na antiga Mesopotâmia (atual Iraque), revolucionaram a forma como percebemos e medimos o tempo.

Os matemáticos da Mesopotâmia Antiga utilizaram um sistema de numeração baseado no número 60 conhecido como sistema sexagesimal e posicional, provavelmente inspirado nas computações feitas para construir seus "primitivos" calendários lunares: 12 meses de 30 dias solares.

Este sistema único levou a dividir posteriormente uma hora em 60 minutos e um minuto em 60 segundos , conceitos que ainda são utilizados hoje.

A necessidade dos Sumérios de disporem de um cronometragem preciso foi impulsionada pela sua sociedade agrícola. Calendários precisos eram essenciais para plantar e colher culturas. Eles também precisavam de coordenar suas complexas cerimônias religiosas e atividades administrativas.

Para ajudar a medir o tempo, os Sumérios fizeram importantes avanços na astronomia.

Eles observaram os movimentos dos corpos celestes e usaram esse conhecimento para criar um calendário lunar de 12 meses.

Os Sumérios dividiram o ano em doze ciclos lunares, embora este tempo não coincidisse com o ano solar (que era mais longo), então eles adicionavam um dia a cada quatro anos para compensar (o que é agora o ano bissexto).

Mais tarde, os babilônios fracionaram o dia em 24 horas e a hora em 60 minutos, que se alinhava estreitamente com as estações agrícolas.

Estas divisões não eram arbitrárias, mas foram projetadas para serem práticas e facilmente divisíveis, reflectindo a compreensão avançada da matemática suméria.

Esta abordagem inovadora do tempo teve um impacto profundo em civilizações posteriores, incluindo os babilônios, gregos e romanos, que adotaram e desenvolveram ainda mais o sistema sumério.

O legado do sistema de cronometragem Sumérios é evidente nos nossos relógios e calendários modernos, demonstrando a influência duradoura da sua engenhoca na nossa vida diária.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

O período dos planetas do Sistema Solar


🌍 Período Orbital dos Planetas do Sistema Solar 🌞🚀
Você sabia que cada planeta leva um tempo diferente para completar uma volta ao redor do Sol? Esse tempo é chamado de período orbital. Confira quanto tempo cada planeta leva para dar uma volta completa:

🌑 Mercúrio – 88 dias
O mais próximo do Sol, Mercúrio tem o período orbital mais curto. Seu ano dura apenas 88 dias terrestres!

🌕 Vênus – 225 dias
Vênus leva 225 dias para completar sua órbita. Curiosidade: Ele gira no sentido contrário ao da maioria dos planetas.

🌎 Terra – 365 dias
Nosso planeta demora 365 dias (ou um ano) para dar uma volta ao redor do Sol.

🔴 Marte – 687 dias
Conhecido como o Planeta Vermelho, Marte leva quase dois anos terrestres para completar sua órbita.

🌟 Júpiter – 12 anos
O gigante gasoso Júpiter leva 12 anos terrestres para completar uma volta ao redor do Sol.

🪐 Saturno – 29 anos
Com seus famosos anéis, Saturno demora 29 anos para completar uma órbita.

💧 Urano – 89 anos
Urano, o planeta gelado, precisa de 89 anos terrestres para finalizar uma volta ao redor do Sol.

🌊 Netuno – 165 anos
O mais distante dos planetas conhecidos, Netuno leva impressionantes 165 anos terrestres para completar sua órbita.

credito: o_universo_br

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

O meta verso de Stranger Things



Créditos: @entenda mais ciência 

🎬 Você já ouviu falar do Mundo Invertido? Ele aparece na série Stranger Things, um fenômeno mundial da televisão. A ideia é fascinante — mas o que disso tem base científica e o que é pura ficção?

🔬 Na série, o Mundo Invertido é apresentado como uma realidade paralela sombria, que espelha o nosso mundo, porém com condições ambientais extremas e organismos hostis. O contato entre esses mundos estaria ligado a experimentos secretos do governo e aos poderes da personagem Eleven, uma menina com habilidades psíquicas como telecinese e percepção extrasensorial — poderes inteiramente fictícios, usados como recurso narrativo.

🌌 A ciência contemporânea não descarta a possibilidade de outros universos, mas apenas no campo teórico. Entre as ideias discutidas estão o multiverso cosmológico associado à inflação do universo, a interpretação de muitos mundos da mecânica quântica e teorias físicas que preveem dimensões espaciais extras, como a teoria das cordas. Nenhuma dessas hipóteses, porém, prevê a existência de um universo espelhado ao nosso, congelado no tempo ou acessível fisicamente a partir do nosso mundo.

🕳️ Essas hipóteses ajudam a entender de onde vêm as inspirações da série, mas não implicam a possibilidade de interação direta entre universos. Na física teórica, existem soluções matemáticas conhecidas como buracos de minhoca, ou pontes de Einstein–Rosen. Essas estruturas são hipotéticas, exigiriam energias extremas e formas de matéria nunca observadas e não contam com qualquer evidência experimental de existência ou estabilidade. Portais como os mostrados na série pertencem, portanto, exclusivamente ao domínio da ficção científica.

🧪 O Mundo Invertido apresenta atmosfera irrespirável, esporos e condições extremas. Ambientes hostis existem no universo — como Vênus, luas geladas ou certos exoplanetas. Ainda assim, um mundo quase idêntico ao nosso, diferindo apenas por ser biologicamente incompatível, é cientificamente improvável.

👾 O Demogorgon é apresentado como uma criatura predadora do Mundo Invertido, atuando como seu principal caçador. Embora a vida fora da Terra seja cientificamente plausível, a forma e o comportamento extremos do Demogorgon não são compatíveis com a lógica da evolução biológica, que favorece eficiência, integração ecológica e adaptação ao ambiente, e não agressividade constante e isolamento ecológico.

🔎 Em resumo, o Mundo Invertido não encontra respaldo na ciência atual. A série se inspira em conceitos científicos reais — como multiverso, dimensões extras e vida fora da Terra — mas os transforma em metáforas narrativas, não em explicações científicas. Essa liberdade é justamente o que torna Stranger Things tão eficaz como ficção.

📚 REFERÊNCIAS

Tegmark, M. 2003. Parallel Universes. Scientific American, 288(5): 40–51.

Carr, B. (ed.). 2007. Universe or Multiverse? Cambridge University Press.

Greene, B. 1999. The Elegant Universe. W. W. Norton & Company.

Randall, L. 2005. Warped Passages: Unraveling the Mysteries of the Universe’s Hidden Dimensions. HarperCollins.

Visser, M. 1995. Lorentzian Wormholes: From Einstein to Hawking. AIP Press.

Davies, P. 2010. The Eerie Silence: Renewing Our Search for Alien Intelligence. Houghton Mifflin Harcourt.