A MENTE QUE SE ABRE A UMA NOVA IDEIA JAMAIS VOLTARÁ AO SEU TAMANHO ORIGINAL.
Albert Einstein

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Fatos & Fotos da Copa

Quadro de Velázquez ganha versão 'revanche' da final da Copa do Mundo

Na versão original de 'A rendição de Breda' os holandeses são vitoriosos sobre os espanhóis; na montagem que circula na rede, acontece o contrário



A cidade de Breda, nos Países Baixos, foi disputada por holandeses e espanhóis entre o final do século XVI e o início do século XVII. Na batalha final, iniciada em 1621, a guarnição de Justino de Nassau resistiu bravamente ao exército de 30 mil homens de Ambrósio de Spinola até capitular três anos depois. O quadro de Diego Velázquez, pintado entre 1634 e 1635, e exposto no Museu do Prado, em Madri, reproduz o momento em que Nassau entrega as chaves de Breda ao comandante espanhol e é impedido de se ajoelhar. Era a forma pela qual o vencedor reconhecia a valentia do inimigo derrotado.



Na montagem que circula pela internet, os espanhóis se vingam dos holandeses e se sagram vencedores. Desta vez, sob os olhares de Sneidjer, Robben entrega a chave de Breda - que também poderia ser a Copa do Mundo - a David Villa, que impede que o holandês se ajoelhe. Atrás do artileiro da Fúria, estão outros campeões, como Puyol e Casillas. E como não podia deixar de faltar, o polvo Paul.

As melhores fotos da Copa

Prato do dia na Holanda


Sem branca de neve + Dunga e seus anões

Pra quem o Lula torce...

Felipe melo...o cavalo

???????????

Italy - beijinho e ciao

EUA - Eliminados


Enquanto isso no Brasil...

terça-feira, 13 de julho de 2010

A semana na Ciência

Amigos estou crianto um tópico semanal chamado "a semana na ciência" para colocar informações dos periódicos: veja, época e isto é, dando ênfase as notícias sobre ciência,tecnologia e educação. Boa leitura.

A semana 1 - Cientista do futuro

Quem é o jovem brasileiro que publicou um artigo na "Science", a mais influente revista científica

Ricardo Barroso nos jardins da Unicamp. Estudante de escola pública, ele impressionou cientistas dos EUA

Quando vai a uma balada, Ricardo Barroso Ferreira, de 21 anos, se diverte como pode. Dança, bebe, flerta, faz novas amizades. Mas nunca deixa de pensar naquilo que realmente o motiva: a química. Não aquela que pode surgir de um novo encontro, mas a que ele estuda com a aplicação de um cientista convicto. Filho de pai metalúrgico e mãe dona de casa, Ricardo adquiriu o gosto pela ciência durante o ensino fundamental. Incentivado pela família, conseguiu uma bolsa para fazer o 3º ano do ensino médio em um colégio particular. Era a chance para superar o atraso de uma vida inteira como aluno de escola pública. Passou dias e noites debruçado sobre os livros e foi aprovado no vestibular de química da Universidade de Campinas (Unicamp), aos 17 anos. Está no último semestre do curso e já traz no currículo um feito raro para um aluno de graduação: é coautor de um artigo publicado na Science, a principal revista científica do mundo. “Eu não conheço nenhum aluno brasileiro de química que tenha conseguido publicar na Science. Nem professores conseguem”, diz André Formiga, professor de Ricardo no Instituto de Química da Unicamp.
No ano passado, Ricardo participou de um grupo de pesquisa do Instituto de Nanossistemas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Ele foi selecionado por um programa de intercâmbio para bolsistas de iniciação científica mantido por uma fundação de amparo à pesquisa de São Paulo. Sob a orientação do cientista jordaniano Omar Yaghi, estudou durante três meses nos Estados Unidos um tipo de cristal sintético tridimensional capaz de armazenar grande quantidade de dióxido de carbono. A descoberta, publicada na Science em 12 de fevereiro, poderá levar ao desenvolvimento de tecnologias capazes de absorver o CO2 emitido por carros e fábricas, um dos principais causadores do aquecimento global.
O dia a dia de trabalho do jovem no exterior era semelhante à rotina de estudos no Brasil. De segunda-feira a sexta-feira, pesquisava das 9 da manhã às 7 da noite, com pausa só para o almoço. No começo, acompanhava os trabalhos do chinês Hexiang Deng, um aluno de doutorado com quem aprendeu as rotas de síntese dos cristais. Depois de trabalhar com Deng, fez pesquisa independente e desenvolveu parte dos experimentos que levaram ao artigo da Science. “No começo, os pesquisadores ficaram receosos”, afirma Ricardo. “Mas se impressionaram comigo. Até hoje sou convidado para voltar.”
Com um futuro promissor, Ricardo diz desejar seguir a carreira acadêmica e se tornar professor pesquisador de uma grande universidade. “Se você tem determinação e corre atrás do que deseja, o sucesso é só uma consequência.” Ele credita as conquistas que obteve até agora ao apoio que sempre recebeu dos pais: “Apesar de eu ser de uma família com poucos recursos, eles nunca deixaram de incentivar meus estudos”.



A semana 2 - Norte de Marte teve oceano há 3,5 bilhões de anos

O oceano cobria um terço da superfície do planeta. Alguns estudos anteriores já apontaram a existência do mar, mas nenhum havia provado
REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA EFE

Ilustração mostra um oceano em Marte há cerca de 3,5 bilhões de anos, que cobria um terço da superfície do planeta

As terras baixas do norte de Marte estavam cobertas por um extenso oceano há 3,5 bilhões de anos, segundo provou um estudo da Universidade do Colorado, publicado nesta semana na edição online da revista Nature Geoscience. Os cientistas mapearam o terreno marciano e concluiram que o oceano cobriu aproximadamente 36% do planeta, com cerca de 124 milhões de quilômetros cúbicos de água. Essa quantidade de água teria formado um mar com cerca de 550 metros de profundidade.

Embora pesquisas anteriores feitas a partir de naves espaciais já tenham apontado a possibilidade da existência de um oceano em Marte, ainda não havia provas que assegurassem isso. No entanto, os pesquisadores da Universidade do Colorado analisaram agora a distribuição de sedimentos do delta e do vale da rede de rios de Marte, o que confirmou que um dia houve um oceano ali.

Os especialistas concluíram que mais da metade dos 52 deltas estavam à mesma altura, o que sugere que estiveram unidos formando uma antiga costa. Vinte e nove dos 52 deltas estavam conectados ou pelo antigo oceano antigo ou pelo lençol freático e várias grandes lagos adjacentes. Isso é, para eles, prova contundente de que existiu um oceano nas planícies do norte de Marte.

A elevação que teria tido a margem descoberta pelos pesquisadores coincide com a altura da desembocadura da antiga rede fluvial, o que indicaria que existiu um nível uniforme e global de água em Marte.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A caminho do tudo – Parte XII

A REVOLUÇÃO COPERNICANA

Raspa do Tacho: de Copérnico a Newton, um dilúvio de descobertas.



Como os primeiros filósofos gregos, Copérnico e Kepler tentaram encontrar simplicidade no mundo natural, olhando o céu estrelado. Como os gregos foram atraídos pela simplicidade e beleza de certas idéias. Para Copérnico seu pensamento estava no heliocentrismo, para Kepler na matemática elegante que achou nas órbitas elípticas. De todas as idéias que encontramos até agora a de Kepler foi a primeira correta, com certeza necessitando de refinamentos futuros mais ainda estudadas hoje em sala de aula por meus alunos. Depois de um intervalo de quase mil anos, a ciência e a busca de simplicidade estava de volta.



Nas décadas seguintes, houve uma época sem precedente na vida social e cultural de toda a Europa, e um período de muita criatividade na ciência, arte e literatura. Shakespeare escrevia suas peças e poemas, Cervantes encantava com o seu romance Dom Quixote. O meio cientifico estava no meio de uma grande transformação e a matemática chegava na maioridade: o logaritmo do Leandro foi inventado e a notação decimal estava sendo difundida. René Descartes, aquele do sistema de coordenadas e da filosofia “penso, logo existo” logo iria estabelecer novos fundamentos para a álgebra e a geometria. Acima de todos, estava o brilhante matemático e astrônomo italiano Galileu Galilei.

A partir deste momento vamos mudar de rumo e chamar este período de Revolução Cientifica onde o conjunto de descobertas iria de grosso modo de Copérnico a Newton. Este termo foi criado pelos historiadores no Século XX em virtude de um período glorioso onde o impacto dessas descobertas estabeleceram uma nova visão de mundo baseado em ciência empírica e dedução matemática. Foi o maior dilúvio de novas idéias que o mundo já viu.

A história é interessante pois novas idéias encontram resistência e a visão do universo descrita por Copérnico e Kepler é a maior prova disto. Essas idéias foram confirmadas por Galileu em um embate de opiniões que o levou a julgamento e à prisão domiciliar.... a seguir veremos em três ou quatro episódios essa história . Um abraço e nos acompanhe neste período grandioso.