A MENTE QUE SE ABRE A UMA NOVA IDEIA JAMAIS VOLTARÁ AO SEU TAMANHO ORIGINAL.
Albert Einstein

quarta-feira, 13 de maio de 2026

O teletransporte Quântico


Numa experiência inovadora, os físicos da Universidade de Oxford alcançaram o teletransporte entre dois computadores quânticos, distribuindo com sucesso unidades críticas de um processador quântico através de múltiplas máquinas sem sacrificar o desempenho.

Este feito demonstra o potencial de escalar a tecnologia quântica teletransportando estados quânticos através de uma rede de sistemas conectados.

O experimento envolveu enredar os estados quânticos de diferentes objetos (qubits) e usar medidas em um para forçar um objeto enredado a alguma distância para adotar a identidade quântica do original. Enquanto o teletransporte ocorreu a uma curta distância de dois metros, prova a viabilidade de criar supercomputadores quânticos através da ligação de processadores menores.

Ao contrário da transmissão de informações quânticas através de ondas de luz, que são suscetíveis à corrupção, o teletransporte depende da transmissão de dados binários clássicos contendo resultados de medição. Estes dados permitem que o fim receptor manipule a sua partícula enredada para replicar o original.

No experimento de Oxford, o estado de spin teletransportado alcançou uma correspondência de 86% com o original, o suficiente para servir como um portão lógico para o algoritmo de Grover, que funcionou com 71% de eficiência nos dois processadores. As ligações fotônicas usadas para interligar os módulos oferecem flexibilidade valiosa, permitindo atualizações ou substituições sem interromper toda a arquitetura.

Este avanço poderia diversificar as aplicações de redes quânticas, potencialmente transformando-as em ferramentas para a pesquisa de física fundamental. A pesquisa foi publicada na Nature.

📄 PAPEL DE PESQUISA:

D. Principais et al. , "Computação quântica distribuída através de uma ligação de rede óptica", Natureza (2025)

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