O forte terremoto registrado recentemente na Venezuela levou muita gente a fazer a mesma pergunta: por que terremotos intensos são relativamente comuns em alguns países, mas extremamente raros no Brasil?
A resposta está nas placas tectônicas.
A crosta terrestre não é uma peça única. Ela é fragmentada em grandes blocos chamados placas tectônicas, que se deslocam lentamente sobre uma camada mais profunda do manto terrestre.
Essas placas podem afastar-se, colidir ou deslizar lateralmente umas em relação às outras. Em muitos casos, elas ficam presas devido ao atrito. Enquanto isso, enormes tensões vão se acumulando nas rochas. Quando essa tensão supera sua resistência, ocorre uma ruptura súbita, liberando uma grande quantidade de energia na forma de ondas sísmicas: é o terremoto.
O ponto onde essa ruptura ocorre no interior da Terra é chamado foco (ou hipocentro). Já o epicentro é o ponto da superfície localizado exatamente acima do foco, onde geralmente os tremores são mais intensos.
A Venezuela está próxima ao limite entre as placas Sul-Americana e do Caribe, uma região geologicamente muito ativa. Já o Brasil está localizado no interior da Placa Sul-Americana, longe das bordas onde se concentram as maiores tensões.
Por isso, embora pequenos abalos sísmicos ocorram ocasionalmente em nosso país, terremotos de grande intensidade são extremamente raros por aqui.
Referências
- USGS (U.S. Geological Survey). Earthquake Hazards Program.
- USGS. This Dynamic Earth: The Story of Plate Tectonics.
- Grotzinger, J. & Jordan, T. H. Understanding Earth. Cambridge University Press.
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