A MENTE QUE SE ABRE A UMA NOVA IDEIA JAMAIS VOLTARÁ AO SEU TAMANHO ORIGINAL.
Albert Einstein

sábado, 21 de janeiro de 2012

::: STEPHEN HAWKING: 70 VOLTAS COMPLETAS AO REDOR DO SOL :::


ted.com
Palestra do prof. Hawking para o ted.com (legendada em português)

Ontem o físico britânico Stephen Hawking completou 70 voltas ao redor do Sol de carona com a Terra ou, como costumamos dizer, fez aniversário de 70 anos. 
Professor Hawking dispensa apresentações. Ele é hoje, certamente, um dos cientistas mais conhecidos e reconhecidos no tempo e no espaço pois na vida dele, tanto pessoal quanto profissional(1), tudo nos chama a atenção, do seu trabalho à sua luta contra a esclerose lateral amiotrófica, doença degenerativa rara que acabou fazendo-o prisioneiro em seu próprio corpo. Mesmo quem não se interessa por Física ou por Ciência, sempre para(2) para vê-lo pois, pela sua condição de saúde, é exemplo de vida para todos nós. Mas quem gosta de Ciência sabe ponderar o grande cientista que ele é. 
Stephen Hawking nasceu exatamente no dia da morte de Galileu Galilei (1564-1642), só que três séculos adiante. Isaac Newton (1643-1727), que retomou e ampliou o trabalho de Galileu, nasceu pouco tempo depois que este morreu. Entre 1979 e 2009 Stephen Hawking ocupou a cadeira de professor que era de Newton na Universidade de Cambridge. Curiosas coincidências temporais. 
Por estas e muitas outras, Stephen Hawking tornou-se verdadeiramente um ídolo popular no Reino Unido e também no mundo todo. Pesquisa na Inglaterra, há alguns anos, constatou que ele era à época mais popular entre jovens estudantes do que David Beckham, conhecido jogador inglês de futebol que atuava no badalado Manchester United.
Como figura pop no mundo, professor Hawking esteve virtualmente presente no episódio "They Saved Lisa's Brain" em 1999 na série de desenho animado "The Simpsons".

Stephen Hawking, versão desenho animado, em The Simpsons

E ainda pode jogar poker com Isaac Newton (1643-1727), Albert Einstein (1879-1955) e o personagem ficional Data no Holodeck, um ambiente de realidade virtual holográfica (também ficcional) dentro da nave Enterprise, num episódio da marcante série de TV Star Trek: Next Generation, em 1993. 


Hawking jogando poker com Newton, Einstein e Data

Apesar de sua dificuldade de locomoção, Stephen Hawking fez questão de conhecer de perto o LHC - Large Hadron Collider, o maior experimento científico de todos os tempos, quando ele ainda estava sendo construído.


ATLAS/LHC/CERN
Hawking visitando a caverna do experimento ATLAS no LHC/CERN


E um momento que considero muito marcante na vida do professor Hawking foi a sua participação num voo de avião no projeto Zero Gravity que simula a situação de ausência de gravidade e que na Física chamamos de imponderabilidade (confira alguns textos aqui no blog abordando este tema:post 1post 2post 3). Ele, que paradoxalmente é um estudioso da gravidade, por alguns minutos pode experimentar a sensação de liberdade que poderia ser a ausência desta força atrativa que, aqui na Terra, sobre o seu corpo debilitado pela doença, atua como a tranca do cadeado da sua prisão. Confira as imagens no video abaixo.


Hawking em voo simulando a ausência de gravidade

Stephen Hawking vive já há alguns anos momentos críticos da sua doença degenerativa. Há relatos de que o movimento dos olhos, um dos poucos que ainda lhe restam e serve de guia para acionar o sintetizador de voz que ele usa para se comunicar com o mundo, começa a falhar. No video (imperdível!) lá do topo do post dá para entender muito bem como o sistema computacional funciona (link direto para a palestra no TED.com). Mesmo assim, ele continua atuante em suas pesquisas, concede entrevistas e palestras e é autor de diversos livros.
É um privilégio para nós vivermos na mesmo época em que vive Stephen Hawking. Podemos acompanhar de perto, praticamente em tempo real, a atuação dele como pesquisador ímpar que já escreveu importantes páginas na história da Ciência.

Que o professo Hawking viva bravamente por muitos e muitos anos ainda! E que continue sendo fonte de inspiração para nós que tanto gostamos de Ciência e que, às vezes, por muito pouco, desanimamos na nossa jornada!

(1) Desculpe-me se fui meio Faustão nesta minha frase! Foi sem querer. Mas agora já foi!
(2) Que falta faz o acento diferencial (pára) que foi abolido pelas novas regras da nossa lingua que assim perdeu parte da sua beleza estética e funcional, infelizmente.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Perto do Apocalipse

Relógio do Apocalipse avançou 1 minuto
Desastre nuclear de Fukushima e interesse por energia nuclear intensificou a preocupação de cientistas
por Stephanie Pappas e LiveScience

Flickr / Bilal Lashari
Em um sinal de pessimismo sobre o futuro da humanidade, cientistas acertaram semana passada os ponteiros do infame "Relógio do Juízo Final", adiantando-o em um minuto em relação a dois anos atrás.

"Faltam, agora, cinco minutos para meia-noite", anunciou em 10 de janeiro Kennette Benedict, diretor do Bulletin of the Atomic Scientists (BAS), em conferência de imprensa em Washington, DC.

Isso representa um passo simbólico para mais perto do fim do mundo, uma mudança em relação à leitura anterior, que indicava seis minutos para meia-noite, estabelecida em janeiro de 2010.

O relógio é um símbolo da iminente ameaça de destruição da humanidade por armas nucleares ou biológicas, por alterações climáticas e por outros desastres de causa humana. Ao deliberar sobre como atualizar a hora no relógio, o Bulletin of the Atomic Scientists concentrou-se no estado atual dos arsenais nucleares em todo o mundo, em eventos desastrosos, como o derretimento da usina nuclear em Fukushima e em questões de biossegurança, como a criação de uma cepa de H5N1 capaz de se disseminar através do ar.

O Relógio do Juízo Final foi criado em 1947, como uma maneira de cientistas atômicos advertirem o mundo sobre os perigos das armas nucleares. Naquele ano, o Bulletin definiu o horário “sete minutos para meia-noite”, onde meia-noite simboliza a destruição da humanidade. Em 1949, o relógio indicava três minutos para meia-noite devido à deterioração da relação entre os Estados Unidos e a União Soviética. Em 1953, após o primeiro teste com a bomba de hidrogênio, o relógio do juízo final avançou para dois minutos para meia-noite.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Curioso Corpo Humano - II







Porque é que precisamos respirar? 
Todas as células do nosso corpo precisam de oxigênio. Sem ele, elas não se conseguiam mover, reproduzir, e transformar a comida em energia.

Como é que respiramos? 
A respiração é feita com a ajuda do Diafragma e outros músculos do peito e do abdômen. Estes músculos aumentam literalmente o espaço e a pressão dentro do nosso corpo para permitir a respiração. Quando o diafragma desce, não só deixa mais espaço para os pulmões se expandirem, mas também baixa a pressão do ar dentro do corpo. Inspiramos o ar do exterior, que tem uma pressão maior. O ar expande os pulmões como se fossem dois balões. Quando o diafragma relaxa, a cavidade torácica volta ao seu tamanho normal. Os músculos apertam as costelas e os pulmões para expelir o ar.
Tudo começa no nariz
Inspiramos cerca de 20 vezes por minuto. Quando o fazemos, inalamos o ar através da cavidade nasal, onde ele é filtrado, aquecido e humidificado. De seguida, passa pela garganta. Curiosamente, o esôfago (onde entra a comida) está na parte da frente da garganta, e a traquéia (onde passa o ar) está na parte de trás. Quando comemos, existe um 'alçapão' - a epiglote - que tapa a traquéia de modo a que a comida não entre para os pulmões.
O ar tem um longo caminho a percorrer até chegar aos pulmões. Vai descendo pela traquéia, passando pelas cordas vocais até se dividir em dois tubos que o levam a cada um dos pulmões. Dentro dos pulmões, os tubos, chamados brânquias, dividem-se em tubos ainda menores, tais como os ramos de uma árvore. No final destes tubos, existem milhões de bolhas  ou sacos minúsculos chamados alvéolos. Se espalhasse-mos os alvéolos de um adulto eles dariam para cobrir uma área de um terço do tamanho de um campo de tênis.
O que fazem estes sacos? 
Eles ajudam a realizar uma tarefa mágica. Os sacos levam o oxigênio que inspiramos até à corrente sangüínea. Eles trocam o ar por produtos que não sejam necessários, tais como o dióxido de carbono, que não pode ser usado pelas células.
Como é que acontece esta troca? 
Com a ajuda dos glóbulos vermelhos que funcionam como camiões de uma empresa de mudanças. Eles aparecem junto dos alvéolos para trocar o dióxido de carbono pelo oxigênio puro acabado de ser inspirado. Durante este processo, os glóbulos passam de uma cor púrpura para o vermelho vivo à medida que começam a carregar os oxigênio para todas as células do corpo.
O que acontece ao dióxido de carbono?
Passa pelos pulmões, sobe pela traquéia e sai quando expiramos. Não precisamos dar ordens ao cérebro para continuar a respirar, pois ele faz com que os pulmões respirem automaticamente.
Se extraíssemos um pulmão e o abríssemos totalmente (estendendo-o) ele teria o mesmo tamanho que um campo de tênis.
Os pulmões contêm quase 2400 quilômetros de vias aéreas e mais de 300 milhões de alvéolos.
As plantas são nossas parceiras na respiração. Nós inspiramos oxigênio e expiramos dióxido de carbono. As plantas absorvem o dióxido de carbono e largam oxigênio.
As pessoas têm tendência para apanhar mais constipações no Inverno porque passam mais tempo dentro de casa e mais tempo perto de outras pessoas. Quando uma pessoa espirra, tosse ou até mesmo respira, os germes passam para o ar.
É impossível lamber o seu próprio cotovelo.
Se você espirrar com muita força pode partir uma costela.
Se você tentar impedir que um espirro seja expelido pode morrer ou causar a ruptura duma veia no cérebro ou na nuca.
Se você mantiver, à força, os olhos abertos durante um espirro, é possível que eles saiam das órbitas.
Tal como as impressões digitais, a superfície da língua é diferente de pessoa para pessoa.
O músculo mais potente do corpo humano é a língua.
É impossível espirrar com os olhos abertos.
A cada ano, 98% dos átomos do seu corpo são substituídos.