A MENTE QUE SE ABRE A UMA NOVA IDEIA JAMAIS VOLTARÁ AO SEU TAMANHO ORIGINAL.
Albert Einstein
quinta-feira, 30 de maio de 2024
Urano
terça-feira, 28 de maio de 2024
Sobre um 3o Quark da 1a família
Créditos: Prof. César Bernardes (IF-UFRGS)
Essa divisão pode sugerir a ideia de que os integrantes das diferentes famílias não se misturam, por assim dizer. Mas não é isso que acontece. Nas colisões, o que ocorre são reconfigurações da energia, que podem transformar quarks em léptons e léptons em quarks, com os bósons entrando nas contas. É a isso que Boito se refere quando fala do decaimento do tau, o lépton mais pesado, formando hádrons, constituídos por quarks; e na produção de hádrons devido à colisão de dois léptons leves, o elétron com sua antipartícula.
Uma outra forma de se pensar: ao postular um terceiro quark com essas propriedades (supondo similares às do quark down do MP), seria esperado um espectro hadrônico bem maior. Pois todos os hádrons constituídos de quarks down teriam “parceiros” muito parecidos (além dos já conhecidos, como estados excitados de maior momento angular total e/ou spin). O valor das massas de alguns desses hádrons são conhecidas com bastante precisão, por exemplo, as massas dos mésons píons carregados e neutros (que possuem como um dos constituintes o quark down) são respectivamente: (139.57039 +- 0.00018) MeV e (134.9768 +- 0.0005) MeV [2]. Massas do próton e nêutron, (938.272081 +- 0.000006) MeV e (939.565413 +- 0.000006) MeV [2]. Em geral, a maior parte da massa dos hádrons é devido à interação entre seus componentes, mas dependendo de quão discrepantes forem as massas de “d” e “d2”, seria possível perceber a diferença. Lembrando que a medida atual da massa do quark down é (4.67^{+0.48}_{-0.17} MeV) [2] . E de fato, hoje, apenas com os quarks do MP, podemos explicar todos esses hádrons observados.
[1]
https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/PhysRevLett.23.930
https://journals.aps.org/prl/abstract/10.1103/PhysRevLett.23.935
[2]
https://pdg.lbl.gov/2021/tables/rpp2021-sum-mesons.pdf
https://pdg.lbl.gov/2021/tables/rpp2021-sum-baryons.pdf
https://pdg.lbl.gov/2021/listings/rpp2021-list-light-quarks.pdf
Tirinha do dia
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quinta-feira, 23 de maio de 2024
Erastótenes
No século V a.C., era amplamente aceito que a Terra era uma esfera. Este é um ponto crítico, pois há um equívoco generalizado de que os povos antigos pensavam que a Terra era plana.
A realização mais famosa de Eratóstenes é a sua medição da circunferência da Terra. Ele registrou os detalhes desta medição num manuscrito que agora está perdido, mas sua técnica foi descrita por outros historiadores e escritores gregos.
Eratóstenes tinha ouvido dos viajantes sobre um poço em Syene (agora Aswan, Egito) com uma propriedade interessante: ao meio-dia no solstício de verão, que ocorre cerca de 21 de junho de cada ano, o sol iluminou todo o fundo deste poço, sem fazer sombras, indicando que o sol estava diretamente sobre a cabeça. Eratóstenes então mediu o ângulo de uma sombra lançada por uma vara ao meio-dia no solstício de verão em Alexandria, e descobriu que ela fazia um ângulo de cerca de 7,2 graus, ou cerca de 1/50 de um círculo completo. Ao conhecer a distância entre Syene e Alexandria através da ajuda de agrimensores profissionais, ele conseguiu relatar que a circunferência da terra era de 250.000 estádios ou entre 24.000 e 29.000 milhas




