A MENTE QUE SE ABRE A UMA NOVA IDEIA JAMAIS VOLTARÁ AO SEU TAMANHO ORIGINAL.
Albert Einstein
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025
Galileu e as Luas de Júpiter
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
Chegou o Verão
Em decorrência da inclinação do eixo da Terra, em 21 de dezembro de 2025 ocorreu o solstício de verão no hemisfério sul. Este evento marca o dia mais longo do ano, com a noite mais curta.
Em cidades como Brasília, a duração do dia ultrapassa 13 horas de luz solar. É possível conferir a duração exata do dia em cada região, bem como o nascer e o pôr do Sol, neste link:
https://dateandtime.info/pt/citysunrisesunset.php?id=3469058
A partir desse momento, os dias passam gradualmente a diminuir de duração, até o equinócio de outono, em março de 2026, quando dia e noite terão aproximadamente a mesma duração. Depois disso, as noites continuam ficando mais longas até o solstício de inverno, em junho, quando ocorre a noite mais longa do ano no hemisfério sul.
No solstício de verão, o Sol atinge sua menor inclinação aparente no céu, fazendo com que a energia solar chegue de forma mais concentrada à superfície. No inverno ocorre o oposto: o Sol permanece mais baixo no céu, espalhando a mesma energia por uma área maior, o que reduz o aquecimento.
Uma forma simples de visualizar isso é usar uma lanterna projetada em uma parede: ao mudar o ângulo, a luz se espalha e perde intensidade. Esse efeito ajuda a explicar a variação de temperatura ao longo das estações do ano.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
O Som das Plantas
Essa descoberta foi publicada em 2023, na revista Cell, por pesquisadores da Universidade de Tel Aviv.
Agora, em 2025, veio a continuação dessa história.
Um novo estudo mostrou que mariposas fêmeas conseguem ouvir esses sons emitidos por plantas estressadas e evitam colocar ovos nelas, preferindo plantas saudáveis. Essa é a primeira evidência de que um animal responde aos sons das plantas, revelando uma comunicação inesperada entre diferentes formas de vida.
O que isso significa?
— Os sons das plantas não são apenas barulho — são informações importantes que insetos usam para tomar decisões.
— Estamos descobrindo uma nova forma de comunicação na natureza: o som vegetal.
📅 Linha do tempo da descoberta:
2023: Plantas emitem sons de estresse (Cell)
2025: Mariposas detectam esses sons e evitam plantas estressadas (estudo ainda não publicado, mas divulgado pela Reuters)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
Siriús
História e significado cultural
Sirius tem sido uma estrela importante na cultura humana por milhares de anos. No antigo Egito, Sirius era associada à deusa Ísis e era usada para prever a inundação do rio Nilo. Os antigos gregos também reconheciam Sirius como uma estrela significativa, associando-a aos meses quentes de verão.
Significado astronômico
Sirius é uma estrela relativamente próxima do nosso sistema solar, o que a torna um alvo importante para os astrônomos. Em 1844, o astrônomo alemão Friedrich Bessel descobriu que Sirius era um sistema estelar binário, e em 1862, o astrônomo americano Alvan Graham Clark descobriu a companheira anã branca, Sirius B.
Características físicas
Sirius A é uma estrela da sequência principal com uma massa de aproximadamente 2,1 vezes a do nosso sol. Ela tem uma temperatura de superfície de cerca de 9.900 Kelvin (18.000 °F), que é mais quente do que a temperatura da superfície do nosso sol. Sirius B, por outro lado, é uma anã branca com uma massa de aproximadamente 0,98 vezes a do nosso sol.
Observando Sirius
Sirius é facilmente visível a olho nu no céu noturno, mesmo em cidades poluídas pela luz. É melhor observada durante os meses de inverno no hemisfério norte, quando está mais alta no céu. Com um par de binóculos ou um pequeno telescópio, você também pode observar a natureza binária de Sirius e ver a anã branca companheira, Sirius B.
Curiosidades
- Sirius também é conhecida como "Estrela do Cachorro" porque faz parte da constelação Canis Major, que representa um cachorro.
- Sirius está se afastando de nós a uma velocidade de cerca de 7,5 quilômetros por segundo (16.800 mph).
- O nome "Sirius" vem da antiga palavra grega "Seirios", que significa "brilhante" ou "queimador".
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
A Caminho do Tudo – Parte I (Edição 2025)
O ékleipsis de Tales e o nascimento da ciência ocidental
(ou como tudo começou… de novo!)
Garantidos e Caprichos da curiosidade infinita, cá estamos nós mais uma vez, encerrando o ano com a cabeça fervendo de ideias e o coração batendo no ritmo de sala de aula.
Já chegou dezembro, quase as férias, e aquele breve instante em que prometemos descansar (ficar de bubuia).
Enquanto o mundo acompanhou a COP 30 em Belém, tentando pensar como salvar o planeta do que nós mesmos fizemos com ele, e São Paulo se aqueceu pelo barulho da Fórmula 1 neste mês, eu aqui em Manaus sigo pensando em outra corrida: a corrida humana por entender o Universo.
E, como todo bom começo, volto à origem — àquele instante mágico em que a curiosidade venceu o medo, e um homem chamado Tales de Mileto olhou para o céu e viu um eclipse.
O dia era 28 de maio de 585 a.C. (sim, bem antes da invenção do celular, do TikTok e da pressa dos paulistas).
Na Ásia Menor — o que hoje chamamos de Turquia — o Sol desapareceu no meio do dia.
Imagina a cena: milhares de pessoas olhando pro céu, os mais religiosos achando que era castigo dos deuses, outros correndo pra casa, e talvez algum curioso tentando fotografar com uma tabuinha de argila (sem sucesso, claro).
Mas entre todos eles havia um sujeito que não arregou — Tales.
Ele observou o fenômeno e disse algo que mudou a história: “Isso dá pra prever.”
Pronto. Naquele instante, nascia a ciência.
Heródoto, o primeiro “repórter da história que não era da Globo” contou que a previsão do eclipse foi tão precisa que interrompeu uma guerra entre lídios e medas.
Registrou que a guerra já rolava por cinco anos, com muitas vitórias pra cada lado, mas uma batalha especial teve seu lugar, quando o dia se transformou em noite. Os dois exércitos viram o eclipse como sinal dos deuses ou talvez a ruína de seus impérios. Resultado da história do Prof. Tarcísio, cessaram o combate e fizeram um tratado rapidamente. Tamanho era o medo que imitaram os gregos cortando os braços e um lamber o sangue do outro.
Os dois exércitos, em pânico, acharam que o Sol estava cansado de tanta briga e decidiram parar de lutar. Moral da história: um eclipse salvou vidas antes mesmo de haver tratados de paz — e tudo porque alguém resolveu pensar com lógica.
Pela primeira vez, o ser humano olhou para o céu e não viu mistério, mas ordem.
Tales e seus companheiros gregos inauguraram um novo jeito de ver o mundo — não perguntando apenas “quando” e “onde”, mas também “como” e “por quê”.
Eles entenderam que o universo não é um capricho dos deuses, mas uma sinfonia de causas e efeitos — e que a partitura pode ser lida, se tivermos paciência e razão.
Hoje, mais de 2.500 anos depois, ainda estamos tentando compreender as novas “eclipses” do nosso tempo: o aquecimento global, as mudanças climáticas, as fronteiras da inteligência artificial.
Mas o princípio continua o mesmo: observar, pensar, questionar e não desistir.
Se Tales estivesse vivo em 2025, talvez estivesse em Belém, na COP 30, tentando calcular o “eclipse ambiental” que estamos provocando.
Ou talvez em São Paulo, no autódromo, calculando a aerodinâmica de Verstappen em curva.
Mas eu gosto de imaginar ele aqui, em Manaus, tomando um café preto forte e dizendo;
“ professor, o que move o mundo ainda é a curiosidade”
E eu:
“ É Tales, um bom recesso de fim de ano também ajuda” 😉
O Sol sempre volta — mesmo depois do eclipse.
# Reedição do texto de 01 de dezembro de 2010 #
Pós crédito… Fico muito feliz em ver A Caminho do Tudo renascendo com essa nova energia — e com o mesmo brilho de quem ainda se encanta com o Sol, mesmo depois de tantos eclipses.
No próximo mês seguimos juntos com o Episódio 2, atualizando Tales e sua filosofia para o nosso tempo.
Até lá 🌏
TIRINHA DO DIA:
Deixe seus comentários…
Ps. Continuo aceitando boas ideias, textos curiosos e parcerias de quem ainda acredita que ensinar ciência é um ato de esperança.
quarta-feira, 26 de novembro de 2025
Por que 1hora tem 60 minutos?
Os matemáticos da Mesopotâmia Antiga utilizaram um sistema de numeração baseado no número 60 conhecido como sistema sexagesimal e posicional, provavelmente inspirado nas computações feitas para construir seus "primitivos" calendários lunares: 12 meses de 30 dias solares.
Este sistema único levou a dividir posteriormente uma hora em 60 minutos e um minuto em 60 segundos , conceitos que ainda são utilizados hoje.
A necessidade dos Sumérios de disporem de um cronometragem preciso foi impulsionada pela sua sociedade agrícola. Calendários precisos eram essenciais para plantar e colher culturas. Eles também precisavam de coordenar suas complexas cerimônias religiosas e atividades administrativas.
Para ajudar a medir o tempo, os Sumérios fizeram importantes avanços na astronomia.
Eles observaram os movimentos dos corpos celestes e usaram esse conhecimento para criar um calendário lunar de 12 meses.
Os Sumérios dividiram o ano em doze ciclos lunares, embora este tempo não coincidisse com o ano solar (que era mais longo), então eles adicionavam um dia a cada quatro anos para compensar (o que é agora o ano bissexto).
Mais tarde, os babilônios fracionaram o dia em 24 horas e a hora em 60 minutos, que se alinhava estreitamente com as estações agrícolas.
Estas divisões não eram arbitrárias, mas foram projetadas para serem práticas e facilmente divisíveis, reflectindo a compreensão avançada da matemática suméria.
Esta abordagem inovadora do tempo teve um impacto profundo em civilizações posteriores, incluindo os babilônios, gregos e romanos, que adotaram e desenvolveram ainda mais o sistema sumério.
O legado do sistema de cronometragem Sumérios é evidente nos nossos relógios e calendários modernos, demonstrando a influência duradoura da sua engenhoca na nossa vida diária.
quarta-feira, 19 de novembro de 2025
As placas tectônicas e a evolução
A exploração de exoplanetas também revela muitos ambientes variados. Muitos desses novos mundos alienígenas parecem ter um aquecimento interno significativo e, portanto, também não apresentam movimentos de placas. Em vez disso, um novo estudo revela que essas "Terras de Ignan" têm maior probabilidade de ter tubos de calor que canalizam o magma para a superfície. O resultado provável é uma temperatura de superfície semelhante à da Terra em seu período mais quente, quando a água líquida começou a se formar.
A tectônica de placas explica o movimento e a interação das camadas superiores da Terra. Mais precisamente, a litosfera, que é composta pela crosta e pela camada superior do manto. Ela é dividida em vários pedaços conhecidos como placas tectônicas, que flutuam sobre a camada semifluida abaixo, chamada astenosfera. Onde as placas se encontram, formam-se características geológicas, incluindo montanhas, vulcões e trincheiras.
Esse processo foi um fator crucial para a evolução da vida em nosso planeta. O deslocamento das massas de terra criou novos habitats e fez com que as populações ficassem isoladas, permitindo a formação de ecossistemas individuais.
As colisões de placas levaram ao desenvolvimento de cadeias de montanhas, o que influenciou os padrões meteorológicos e o clima. A atividade vulcânica impulsionada pelo movimento das placas fez com que os solos se tornassem férteis, a vida vegetal florescesse e a liberação de gases como o dióxido de carbono na atmosfera ajudasse o planeta a regular seu clima. Esse foi realmente um processo crucial para a evolução do nosso planeta.
Em alguns aspectos, o processo também impede o superaquecimento do ambiente interno de um planeta. Há uma linha de pensamento de que, se a Terra não tivesse esse movimento de placas, ela poderia ser quente demais internamente para que um ambiente estável evoluísse. Esse foi o tema de um artigo de Matthew Reinhold e Laura Schaefer publicado no Journal of Geophysical Research: Planets.
Eles exploraram a probabilidade de que esse mundo pudesse ter tanto aquecimento interno que, em vez disso, se assemelharia a corpos como a lua de Júpiter, Io. Aqui, vemos níveis intensos de vulcanismo, onde a lava entra em erupção violentamente a centenas de quilômetros na atmosfera, que está cheia de gases tóxicos.
Não é apenas a falta de placas tectônicas que pode levar a altos níveis de aquecimento interno. Os efeitos das marés podem fazer com que os mundos tenham uma face constantemente apontada para o sol, proporcionando uma ampla gama de temperaturas na superfície.
Coletivamente, esses mundos são conhecidos casualmente como Terras de Ignan, e o artigo explora se eles são habitáveis. A exploração da geologia dos corpos em nosso sistema solar proporciona uma grande percepção. A equipe demonstrou que é provável que os mundos com altas temperaturas internas desenvolvam um manto sólido. Como resultado, a crosta permanecerá amplamente estável, com a única atividade provável sendo a tectônica de tubo de calor, em que parte do calor interno é transferido para a superfície, por exemplo, a partir da atividade vulcânica.
A equipe foi capaz de modelar a provável faixa de temperatura da superfície com base em vários tipos diferentes de mundos e descobriu que, ao contrário das expectativas anteriores, uma ampla faixa de taxas de aquecimento interno pode muito bem levar a mundos em que o ambiente é propício à habitabilidade.
🔹 MAIS INFORMAÇÕES: Matthew Reinhold et al, Ignan Earths: Habitability of Terrestrial Planets With Extreme Internal Heating, Journal of Geophysical Research: Planets (2025). DOI: 10.1029/2023JE008029
Informações sobre a revista: Journal of Geophysical Research: Planets
Fornecido por Universe Today
🌏 Créditos/fonte/Publicação: por Mark Thompson, Universo Hoje . phys.org
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domingo, 16 de novembro de 2025
Buraco de Minhoca
Você já ouviu falar nos buracos de minhoca? Eles parecem coisa de ficção científica… e, por enquanto, são mesmo — mas têm base na física real!
Imagine que o espaço é como uma folha de papel. Se você dobra essa folha e aproxima dois pontos distantes, basta um túnel para ligar um ponto ao outro.
➡ Esse túnel seria o buraco de minhoca.
🧠 1. O que são, segundo Einstein
Os buracos de minhoca surgem como soluções possíveis das equações da Relatividade Geral de Einstein — a teoria que descreve como o espaço e o tempo se curvam pela presença de massa e energia. Em outras palavras, a matemática da gravidade permite que existam atalhos no tecido do espaço-tempo.
✨ Essa ideia foi proposta originalmente por Albert Einstein e Nathan Rosen, em 1935, e ficou conhecida como “ponte de Einstein–Rosen”. O nome “buraco de minhoca” surgiu bem depois, em 1957, com o físico John Wheeler, que usou a analogia de uma minhoca atravessando uma maçã para explicar o atalho entre dois pontos do espaço.
🧭 Apesar de grandes cientistas terem descrito isso, não quer dizer que os buracos de minhoca existam de fato — apenas que a física não proíbe algo assim.
⚛️ 2. Para existir, eles precisariam de algo a mais
Mesmo que a teoria permita, um buraco de minhoca não se manteria aberto sozinho. A gravidade faria o túnel colapsar imediatamente. Para evitar isso, ele precisaria de uma forma de energia muito diferente da que conhecemos — algo capaz de empurrar o espaço-tempo para fora, sustentando o túnel aberto.
Os físicos chamam isso, de forma técnica, de “matéria exótica”, mas ninguém sabe ao certo se algo assim realmente existe.
👉 É uma hipótese, não uma descoberta.
🌌 3. Por que o túnel colapsarias
Mesmo que um buraco de minhoca surgisse, ele seria extremamente instável. Qualquer partícula, fóton ou nave que tentasse atravessar aumentaria a curvatura local e o túnel desabaria em frações de segundo, virando um buraco negro. Por isso, a maioria dos modelos teóricos indica que ele fecharia antes que alguém pudesse atravessar.
⏳ E quanto à viagem no tempo?
Alguns físicos mostraram que, se fosse possível estabilizar um buraco de minhoca (um grande “se”!), ele poderia até criar efeitos parecidos com viagem no tempo.
Mas isso está muito além do que a ciência pode testar hoje.
🧭 Resumindo
✔ A teoria de Einstein permite que existam.
✘ Ninguém nunca observou um.
✘ Mesmo que existissem, não seriam atravessáveis.
Mesmo assim, os buracos de minhoca continuam sendo um dos conceitos mais fascinantes e inspiradores da física moderna — um lembrete de que, às vezes, a matemática enxerga mais longe do que os nossos telescópios. 🌠
📚 Referências
Einstein, A. & Rosen, N. (1935). The Particle Problem in the General Theory of Relativity. Physical Review, 48(1): 73–77.
Wheeler, J. A. (1957). On the Nature of Quantum Geometrodynamics. Annals of Physics, 2(6): 604–614.
Morris, M. S. & Thorne, K. S. (1988). Wormholes in spacetime and their use for interstellar travel: A tool for teaching general relativity. American Journal of Physics, 56(5): 395–412.
Thorne, K. S. (1994). Black Holes and Time Warps: Einstein’s Outrageous Legacy. W. W. Norton & Company, New York.
Visser, M. (1995). Lorentzian Wormholes: From Einstein to Hawking. AIP Press, New York.
Lobo, F. S. N. (2005). Exotic solutions in General Relativity: Traversable wormholes and “warp drive” spacetimes. Classical and Quantum Gravity, 21(3): 4811–4832.
quarta-feira, 12 de novembro de 2025
O anti-hiperhelio 4
Esta partícula exótica, a contraparte de antimatéria do hiperhélio-4, contém dois antiprótons, um antinêutron e uma partícula antilambda.
A descoberta oferece insights sobre as condições extremas do universo primitivo e lança luz sobre o problema da assimetria bariônica — por que nosso universo é dominado pela matéria, apesar de a matéria e a antimatéria terem sido criadas em quantidades iguais durante o Big Bang.
A descoberta foi feita usando colisões de íons de chumbo no LHC, recriando o ambiente hiperaquecido do universo recém-nascido.
Modelos de aprendizado de máquina analisaram os dados, identificando partículas de anti-hiperhélio-4 e medindo precisamente suas massas.
Embora o experimento tenha confirmado que a matéria e a antimatéria são criadas em porções iguais, o mistério do que desequilibrou o equilíbrio cósmico permanece sem solução. Com as atualizações contínuas do LHC, mais descobertas inovadoras na pesquisa de antimatéria podem estar no horizonte.
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
Por que 1minuto tem 60 segundos?
Hoje, nós costumamos usar o sistema decimal (que divide tudo em 10 partes) para tudo, desde as medidas de distância até a massa de um objeto. No entanto, para os egípcios, o costume era usar o duodecimal — especula-se que por 12 ser o número de ciclos lunares em um ano, ou então o número de segmentos nos dedos de uma mão (excluindo o dedão).
Naquela época, o dia e a noite não eram entendidos como duas partes de uma coisa só, mas como dois fenômenos distintos. Para marcar a passagem de tempo durante a noite, como não se podia utilizar o relógio solar, os egípcios observavam as estrelas ou usavam os clepsidras (relógios de água). No entanto, as horas não tinham tamanhos fixos — costumavam ser mais longas no verão e mais curtas no inverno.
Foi só bem mais pra frente, na Grécia antiga, que surgiu a ideia de dividir um dia em 24 horas e ter todas as horas com a mesma duração. O primeiro a sugerir isso foi o astrônomo Hiparco (190 a.C. - 120 a.C.). Apesar disso, a população em geral continuou usando durações variadas para as horas por séculos.
O sistema sexagesimal
Hiparco e outros astrônomos de sua época faziam cálculos usando o sistema sexagesimal, herdado dos babilônios, que, por sua vez, o herdaram dos sumérios. Por que criar um sistema baseado no número 60? Ninguém sabe exatamente, mas é provável que seja pela conveniência, já que 60 é o menor número divisível pelos primeiros seis números (1, 2, 3, 4, 5, e 6) e também por 10, 12, 15, 20 e 30. Ainda hoje, podemos observar vestígios do sistema sexagesimal em nossas vidas — um ângulo inteiro tem 360º, por exemplo. As conquistas de Alexandre, o Grande, entre 335 e 324 a.C., ajudaram a difundir a astronomia babilônica para a Grécia e a Índia.
O astrônomo grego Eratóstenes de Cirene (cerca de 276 a 194 a.C.) utilizou um sistema sexagesimal para dividir um círculo em 60 partes, com o intuito de criar um dos primeiros sistemas geográficos de latitude, traçando linhas horizontais que passavam por lugares bem conhecidos na Terra na época. Eratóstenes foi, inclusive, a primeira pessoa a calcular a circunferência da Terra, provando que ela era redonda.
Cerca de um século depois, Hipárquico padronizou as linhas de latitude, tornando-as paralelas e alinhadas com a geometria da Terra. Ele também desenvolveu um sistema de linhas de longitude que abrangiam 360 graus, indo do pólo norte ao pólo sul. No tratado Almagesto (cerca de 150 d.C.), Cláudio Ptolemeu detalhou e ampliou o trabalho de Hipárquico, subdividindo cada um dos 360 graus de latitude e longitude em partes menores. Cada grau foi dividido em 60 partes, e cada uma dessas partes foi novamente dividida em 60 segmentos menores. A primeira divisão, partes minutae primae ou "primeira minuta", ficou conhecida simplesmente como "minuto". Já a segunda divisão, partes minutae secundaeou "segunda minuta", passou a ser chamada de "segundo".
Então, aconteceu um negócio meio chato: Roma caiu. Com a queda de um dos maiores impérios da história, perdeu-se ou dispersou-se boa parte do conhecimento produzido pelos gregos. Felizmente, muitos impérios árabes herdaram esses conhecimentos (inclusive a divisão 24-60-60 proposta por Ptolemeu e Hipárquico). Posteriormente, a partir do século 8, muitos desses ensinamentos foram reintroduzidos no Ocidente pelos árabes.
Os astrônomos medievais foram os primeiros a aplicar valores sexagesimais ao tempo. No século 11, o erudito persa Al-Biruni, tabelou os horários das luas novas em datas específicas em horas, 60 avos (minutos), 60 avos de 60 avos (segundos), 60 avos de 60 avos de 60 avos (terços) e 60 avos de 60 avos de 60 avos de 60 avos (quartos).
No entanto, mesmo com toda essa nova forma de dividir as horas, a população em geral desconhecia que uma hora tinha exatos 60 minutos e ignorava essa contagem. O costume de obedecer o mesmo período de tempo para todas as horas do dia só surgiu no século 14, quando os relógios mecânicos foram inventados e começaram a ser instalados em torres de igrejas e catedrais para marcar as horas e chamar os fiéis para as orações.
A partir do século 16, quando os primeiros relógios portáteis começaram a ser fabricados na Europa, a divisão das horas de acordo com os astrônomos gregos se popularizou e as pessoas passaram a entender e usar os minutos e segundos.
Fonte/créditos : revista Galileu
quarta-feira, 29 de outubro de 2025
O cometa 3I / ATLAS
O 3I/ATLAS, sendo o terceiro objeto interestelar já observado no nosso Sistema Solar, despertou especulações sobre sua natureza: alguns sugeriram que poderia ser uma nave alienígena, outros imaginaram que representasse uma ameaça à Terra, ou que exibisse fenômenos físicos que desafiam as leis conhecidas da física.
Entre os principais pontos que geraram discussões estão:
Comportamento Anômalo da Cauda: Observações iniciais indicaram uma "anticola" apontando em direção ao Sol, comportamento incomum para cometas, que geralmente têm caudas apontando para longe do Sol devido à pressão do vento solar (iflscience.com).
Composição Química Inusitada: Dados do Telescópio Espacial James Webb (JWST) revelaram uma alta proporção de dióxido de carbono (CO₂) em relação à água (H₂O), com uma razão de 8:1, o que é atípico para cometas conhecidos (arxiv.org).
Atividade Intensa: O cometa está perdendo água em uma taxa significativa, comparada a um "mangueira de incêndio", o que sugere uma atividade incomum para um objeto tão distante do Sol (livescience.com).
Mobilização da Rede de Defesa Planetária: A ativação da Rede Internacional de Alerta de Asteroides (IAWN) pela NASA para monitorar o cometa gerou especulações sobre uma possível ameaça à Terra (avi-loeb.medium.com).
🧪 O que a ciência realmente diz?
Apesar das especulações, a análise científica apresenta uma perspectiva mais fundamentada:
Comportamento da Cauda: A observação de uma "anticola" foi posteriormente explicada como uma característica transitória do cometa, que evoluiu para uma cauda convencional à medida que se aproximava do Sol (avi-loeb.medium.com).
Composição Química: A alta razão de CO₂/H₂O pode ser resultado de condições de formação do cometa em regiões com maior abundância de CO₂ ou devido a uma crosta isolante que impede a sublimação da água (arxiv.org).
Atividade Intensa: A taxa de perda de água observada é consistente com modelos de atividade cometária e não indica um comportamento anômalo (livescience.com).
Mobilização da IAWN: A ativação da IAWN é uma prática padrão para monitorar objetos próximos à Terra, independentemente de uma ameaça iminente, como parte da preparação para possíveis cenários de impacto (avi-loeb.medium.com).
✅ Conclusão
Embora o cometa 3I/ATLAS apresente características peculiares, as evidências científicas disponíveis indicam que ele é um cometa interestelar com comportamentos dentro do esperado para objetos desse tipo. As especulações sobre sua origem alienígena ou sobre uma ameaça à Terra não são sustentadas por dados observacionais confiáveis.
Referências:
Observações do JWST sobre a composição do cometa 3I/ATLAS
Análise do comportamento da cauda do cometa 3I/ATLAS
Atividade intensa do cometa 3I/ATLAS
Mobilização da IAWN para monitorar o cometa 3I/ATLAS
quarta-feira, 22 de outubro de 2025
A Terra por diferentes comprimentos de onda
quarta-feira, 15 de outubro de 2025
Fênix A - O buraco negro ultramassivo
O buraco negro mais massivo que conhecemos atualmente é a Fênix A, que fica no coração do aglomerado da Fênix, um dos aglomerados mais pesados já descobertos. Localizada a 5,8 bilhões de anos-luz de distância, a Phoenix A tem uma massa estimada de 100 bilhões de sóis. Outro buraco negro titânico é o Tonantzintla 618 (Ton 618), localizado a cerca de um bilhão de anos-luz de distância com uma massa de cerca de 66 bilhões de sóis.
Com buracos negros ultramassivos monstruosos como Phoenix A e Ton 618 por aí, você pode se perguntar se há um limite para o tamanho de um buraco negro.
Os cientistas também se perguntam isso há muito tempo, e uma equipe liderada por Priyamvada Natarajan, do Departamento de Astronomia da Universidade de Yale, acha que pode ter a resposta.
"Definimos buracos negros ultramassivos como buracos negros com massas superiores a 10 bilhões de vezes a massa do sol", disse Natarajan à Space.com. "Os buracos negros supermassivos são definidos como tendo mais de 10 milhões de vezes a massa do sol. Portanto, os buracos negros ultramassivos seriam, em média, 10.000 vezes mais massivos do que os buracos negros supermassivos.
🔹 ONDE CAÇAR BURACOS NEGROS ULTRAMASSIVOS?
Antes que os cientistas possam investigar buracos negros ultramassivos, eles primeiro precisam determinar onde esses grandes jogos cósmicos vagam. Natarajan explicou que uma pista vem do fato de que as massas dos buracos negros supermassivos centrais parecem estar correlacionadas com a massa das estrelas dentro das galáxias que os hospedam. Galáxias com mais estrelas e, portanto, maiores "massas estelares", devem, portanto, hospedar buracos negros supermassivos mais massivos.
"Essa relação de escala sugere que existe uma conexão profunda e profunda entre como os buracos negros crescem e a formação de estrelas em suas galáxias hospedeiras", disse Natarajan.
Os buracos negros ultramassivos com as massas mais monstruosas devem, portanto, residir nas galáxias mais brilhantes com mais estrelas. As galáxias mais brilhantes no centro dos aglomerados de galáxias, conhecidas como "Galáxias Centrais Mais Brilhantes (BCGs)", seriam, portanto, as candidatas ideais para abrigar buracos negros ultramassivos.
🌏 Créditos/fonte/Publicação: por Robert Lea . space.com
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quarta-feira, 8 de outubro de 2025
A morte de Arquimedes
“NÃO PISE NOS SÍMBOLOS”
Essas teriam sido as últimas palavras do inventor siracusano Arquimedes (c 287-212 a. C. ) quando após a queda da sua cidade em poder dos romanos, um legionário, de tantos que percorriam a cidade derrotada, matou-o na sua busca por despojos.
Arquimedes foi um dos cientistas mais famosos do mundo antigo. Provavelmente é mais famoso pelo seu grito de 'Eureka' quando percebeu que o nível de água na banheira dele subiu quando entrou nela. A maior contribuição de Arquimedes para a matemática foi sua descoberta de fórmulas para as áreas e volumes de esferas, cilindros, parábolas e outras figuras planas e sólidas. Os métodos que ele usou anteciparam as teorias da integração que se desenvolveram 1800 anos depois. Ele também foi pioneiro na ciência da hidrostática, no estudo da pressão e no equilíbrio dos fluidos. O parafuso de Arquimedes desenvolvido por ele como meio de elevar a água ainda é usado para efeitos de irrigação hoje.
Este génio morreu acidentalmente porque havia uma ordem para capturar ele vivo.
Nas palavras de Alfred North Whitehead:
“A morte de Arquimedes pelas mãos de um soldado romano é o símbolo de uma mudança mundial de primeira magnitude: os helenos, com o seu amor pela ciência abstrata, foram substituídos na liderança do mundo mediterrânico pelos práticos romanos.
Lord Beaconsfield, em um dos seus romances, definiu o homem prático como um homem que pratica os erros dos seus antepassados. Os romanos eram uma grande raça, mas foram amaldiçoados com a esterilidade que produz a praticidade. Eles não melhoraram o conhecimento dos seus antepassados e todos os seus avanços se limitaram aos detalhes técnicos menores da engenharia. Eles não eram sonhadores o suficiente para alcançar novos pontos de vista, o que lhes poderia dar um controle mais fundamental sobre as forças da natureza. Nenhum romano perdeu a vida por estar absorto na contemplação de um diagrama matemático”.
quarta-feira, 1 de outubro de 2025
O princípio de Bernoulli
Daniel Bernoulli, um versátil cientista suíço, lançou as bases da dinâmica dos fluidos com a publicação do seu tratado "Hydrodynamica" em 1738, e o seu princípio é um elemento essencial da aerodinâmica moderna.
Embora seja muito útil numa série de contextos práticos, como a aerodinâmica ou a conceção de secadores de cabelo e turbinas, o teorema de Bernoulli tem limitações, nomeadamente em sistemas com efeitos viscosos, perdas de carga ou elementos mecânicos, como bombas
quarta-feira, 24 de setembro de 2025
A evolução da teoria atômica
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
A estrutura atômica
quarta-feira, 10 de setembro de 2025
Las cuatro fuerzas fundamentales
1. Fuerza Gravitatoria
Descripción: Es la fuerza de atracción mutua entre dos masas. Es responsable de mantener los planetas en órbita, formar galaxias y estructuras cósmicas.
Alcance: Tiene un alcance infinito, pero es la más débil de las fuerzas.
Partícula mediadora: No se ha detectado directamente, pero se teoriza que el gravitón sería su partícula portadora.
Importancia: Actúa sobre objetos masivos y es crucial a escalas astronómicas.
2. Fuerza Electromagnética
Descripción: Responsable de las interacciones entre partículas cargadas eléctricamente, como electrones y protones.
Alcance: Infinito, pero disminuye con la distancia.
Partícula mediadora: El fotón.
Importancia: Rige los fenómenos eléctricos, magnéticos y la luz. Es fundamental en las reacciones químicas y en la estructura de los átomos.
3. Fuerza Nuclear Fuerte
Descripción: Mantiene unidos los protones y neutrones en el núcleo atómico, a pesar de la repulsión electromagnética entre los protones.
Alcance: Muy corto, del orden del tamaño de un núcleo atómico (~10⁻¹⁵ m).
Partícula mediadora: Los gluones.
Importancia: Es la fuerza más intensa, esencial para la estabilidad de los núcleos atómicos.
4. Fuerza Nuclear Débil
Descripción: Responsable de procesos de desintegración radiactiva, como el decaimiento beta, y de la generación de energía en las estrellas.
Alcance: Muy corto (~10⁻¹⁸ m).
Partículas mediadoras: Los bosones W⁺, W⁻ y Z⁰.
Importancia: Es clave para la formación de elementos en el universo y para las reacciones nucleares.
Estas fuerzas fundamentales explican gran parte de los fenómenos físicos conocidos y son estudiadas a través de teorías como el Modelo Estándar y la Teoría General de la Relatividad.


















