A MENTE QUE SE ABRE A UMA NOVA IDEIA JAMAIS VOLTARÁ AO SEU TAMANHO ORIGINAL.
Albert Einstein

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A caminho do tudo – Parte XV

A REVOLUÇÃO CIENTÍFICA

Galileu e a Igreja


No início a igreja Romana pareceu gostar das descobertas de Galileu, principalmente quando ele levou seu telescópio para uma demonstração no Vaticano, festa no céu.


Mas os professores que ganhavam a vida lecionando a filosofia de Aristóteles, fizeram um AJURI contra ele. Um jovem dominicano chamado Thomas de Caccini, tentou torna-se conhecido, aparecer para melhor dizer, denunciando Galileu de púlpito. Na esperança de não entrar em crise com a igreja, Galileu fez uma visita a Roma tentando encontrar um meio termo, ou seja, uma postura flexível em relação as questões de física e astronomia. Furou a idéia; e ainda disseram a Galileu que ele não poderia nem sustentar nem defender a opinião de Copérnico. Por alguns anos Galileu obedeceu, trabalhando discretamente em outros temas em sua casa perto de Florença.


Quando Maffeo Barberini, amigo de Galileu, se tornou papa, Galileu se arretou por que o novo papa tinha uma visão progressista para com a ciência e a filosofia. Naquele mesmo ano, Galileu dedicou um tratado sobre o novo método científico, chamado il saggiatore
(o ensaísta), ao novo líder da igreja católica. Dizem que o papa ficou encantado com a visão de Galileu que parecia, ambos compartilhar, e que até mandou ler o ensaísta para ele durante um jantar. O papa disse para ele que poderia escrever sobre o sistema do mundo, desde que atribuísse o mesmo peso para o argumento de Ptolomeu e Copérnico.
E assim Galileu começou a escrever sua obra prima chamada: o diálogo sobre os dois maiores sistemas do mundo – ptolemaico e copérnicano. O livro quando publicado na Europa foi aclamado como obra-prima da literatura e da filosofia. A essa altura, não era o que Galileu disse mais como ele disse que lhe estava causando problemas. Enquanto o mensageiro das estrelas tinha sido escrito em latim, seu novo livro era de leitura fácil e escrito em italiano a língua do dia-a-dia de seu conterrâneos. Ele apresentou seu diálogo entre três personagens : Salviati, Sagredo e um personagem idiota do trio chamado Simplício. Galileu só atendeu da boca para fora o pedido do papa de imparcialidade; o livro era uma clara declaração ao sistema de Copérnico. A gota dágua foi quando os inimigos disseram ao próprio papa que Simplício era uma caricatura de sua santidade. Sobrou para quem? O papa tomou aquilo como um insulto pessoal o ordenou que o Diálogo, livro de Galileu, fosse classificado como proibido, e Galileu foi chamado à presença do santo ofício da inquisição.
Galileu, como Kepler e Copérnico era um homem de fé profunda, porém aquela era uma época difícil para a igreja católica. Com a reforma protestante ganhando terreno na Europa, a última coisa que o vaticano queria era um desafio ideológico no seu quintal. Foi um desafio desse que pôs Giordano Bruno, um italiano que defendia o sistema de Copérnico, na “fogueira santa”, literalmente uma geração antes. Ele defendia que a Terra era apenas um de muitos mundos habitados no universo, ET’S a vista.
Com Galileu, Roma ficou incomodada com o que parecia ser uma afronta as escrituras sagradas.


Observe a leitura do livro de Josué:

Foi então que Josué falou ao Senhor, nos dias em que o Senhor entregou os amorreus aos filhos de Israel. Disse Josué na presença de Israel: “Sol detém-te em Gabaon, e tu, Lua, no vale de Aialon!”


E o Sol se deteve, e a Lua ficou imóvel até que o povo se vingou de seus inimigos... O Sol ficou imóvel no meio do céu e atrasou o seu ocaso em quase um dia inteiro.


Para Galileu, o efeito de Josué não deveria ser creditado a mecânica celeste.

“Eu acho que ... é muito piedoso e prudente afirmar que a bíblia sagrada jamais pode afirmar inverdades sempre que o seu verdadeiro sentido é compreendido”, escreveu ele.


Para Galileu quando se pega qualquer passagem da Bíblia literalmente, poderia cair em erro. A passagem de Josué, disse Galileu, concorda perfeitamente com o sistema de Copérnico, mas o autor da passagem, tentando ser simplista para os pastores e lavradores que iriam ouvir a narrativa, contou a história como se vivêssemos em um universo cujo centro fosse a Terra.

Como as autoridades da igreja, Galileu acreditava que a escritura jamais poderia estar errada, mas a sua interpretação, poderia. Como Galileu disse certa vez, a Bíblia nos conta como se vai para o céu, não como vai o céu.

O sistema copernicano nunca foi realmente declarado herético. E agora Galileu tendo atraído a ira do papa, seu Diálogo foi considerado indesejável. Inicialmente liberado pelos censores da igreja, o livro foi banido e os exemplares existentes, isto é, os que estavam ao alcance da igreja foram confiscados.


Se inicia o suplício de Galileu, mais essa é uma outra história.

Senhores, amanhã, sábado tem reunião de trabalho. Pts, lá vai eu acordar cedo. Espero que estejam gostando do estudo e do relato. Na próxima sexta, a última parte dos quatro temas sobre a vida de Galileu com o título: Crime e Castigo.

Nos acompanhe e até lá nesta busca pelo caminho do tudo.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Sim & Não da Espanha

Garoto Bom da Espanha


Pés Trocados

video

Espanha e Itália jogavam pela Eurocopa Sub-19 quando Ezequiel Calvente converteu a melhor cobrança de pênalti de todos os tempos.O rapaz disse que aprendeu o truque assistindo ao francês Henry na TV

Garoto mau da Espanha






Clique para ampliar

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Isto é entrevista JEAN-MICHEL COUSTEAU

JEAN-MICHEL COUSTEAU
"O óleo derramado no Golfo do México vai chegar à Europa"


O filho de Jacques Cousteau critica a ação dos EUA e sugere uma comissão internacional para lidar com acidentes petrolíferos

Cousteau mergulhou com um cilindro pela primeira vez aos 7 anos

Jean-Michel Cousteau tinha 7 anos quando seu pai, o explorador Jacques-Yves Cousteau, pôs um cilindro de ar comprimido em suas costas e o jogou ao mar. “É uma liberdade extrema, uma terceira dimensão”, disse à ISTOÉ, em entrevista exclusiva concedida em Porto Alegre, onde ministrou palestra no evento Fronteiras do Pensamento. Ao lado de seu irmão caçula, Philippe (morto em um acidente, em 1979), Jean-Michel, hoje com 72 anos, participou de inúmeros documentários a bordo do barco Calypso, que tornaram lendário o nome da sua família.

"Meu pai me tirava da cama no meio da noite para observar
as estrelas e a Lua e entender o seu papel na navegação"

No ano em que Jacques Cousteau faria 100 anos, o herdeiro acredita que o pai, morto em 1997, continuaria focado na busca por soluções para o ambiente. “Ele já chamava a atenção para o fato de que precisávamos gerenciar melhor nossos recursos”, afirma. Atualmente, Jean-Michel preside a Ocean Futures Society, organização sem fins lucrativos dedicada à educação ambiental. Sua equipe – da qual seus filhos Fabien e Celine fazem parte – está no Golfo do México, documentando o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

"Além do óleo derramado, os dispersantes usados para
tentar diluir a mancha no Golfo afetarão todos nós"


Isto é - Seu pai faria 100 anos em 2010. O que ele diria sobre o estado dos oceanos?
JEAN-MICHEL COUSTEAU - Meu pai estava sempre procurando soluções. Muitos anos atrás, ele já chamava a atenção para o fato de que precisávamos gerenciar melhor nossos recursos. Uma das formas de fazer isso é parar de usar os oceanos como eterna fonte de recursos. Outra é não destruir os habitats costeiros, que estão criticamente ameaçados – meu pai diria que eles têm de ser protegidos por leis. E, finalmente, só pescar de forma sustentável. Devemos apenas retirar o que a natureza é capaz de produzir.

Istoé -O sr. costuma enfatizar que a educação é a melhor forma de salvar o planeta.
JEAN-MICHEL COUSTEAU - Não é o caso de salvar o planeta, mas de salvar a nós mesmos. O planeta não se importa. Quanto mais informação disponível, mais as pessoas podem tomar melhores decisões.

Istoé -O sr. já mergulhou no rio Amazonas. Qual o papel dos rios para a saúde dos oceanos?
JEAN-MICHEL COUSTEAU - O Amazonas tem cerca de seis mil quilômetros, é maior que os Estados Unidos! Os nutrientes que chegam aos oceanos vêm dos rios. Por isso, o Amazonas tem um grande impacto no mar. Além disso, um quinto de toda a água doce do mundo – não importa em qual continente – vem dele. É um sistema hídrico extremamente complexo. Ele tem também um imenso impacto no clima, não apenas na Amazônia, mas em todo o planeta. Precisamos entendê-lo melhor. Há muitas pesquisas sendo feitas, mas precisamos fazer ainda mais. Podemos aprender muito com as plantas e os animais da região – para desenvolver medicamentos, por exemplo. A Amazônia é um lugar sagrado, que deve ser tratado como tal.

Istoé -O sr. mergulhou com um cilindro de ar comprimido pela primeira vez quando tinha sete anos, em 1945. Como foi esse primeiro choque?
JEAN-MICHEL COUSTEAU - O equipamento era bem primitivo, mas pude ver coisas que não enxergava antes. É uma liberdade extrema, uma terceira dimensão. Eu queria ser livre como um peixe. Testemunhei meu pai e um engenheiro desenvolvendo o equipamento. Estava absorvido por aquilo e queria estar lá! Quando tudo estava seguro, meu pai decidiu que minha mãe, eu e meu irmão deveríamos mergulhar. Era tudo novo e ainda havia a dificuldade de injetar ar comprimido no cilindro. Meu pai ia até a Marinha francesa usar o compressor deles. Quando mergulha, você é como um astronauta – pesa menos, pode ficar de cabeça para baixo...

Istoé - O sr. é um entusiasta do programa espacial por conta disso?
JEAN-MICHEL COUSTEAU - Meu pai, que aprendeu a navegar na Marinha, nos ensinou a operar um barco observando as estrelas, a Lua, o Sol e o vento, como os antigos navegadores. Eles não tinham instrumentos, estavam sempre olhando para a natureza. Meu pai nos tirava da cama no meio da noite para que pudéssemos observar o céu e entender o seu papel na navegação. Cresci com isso. O programa espacial sempre me fascinou. Afinal, qualquer astronauta é, antes de tudo, um mergulhador. É mergulhando que ele pode aprender sobre a terceira dimensão, a ser leve e, então, ir para o espaço.

Istoé - Na sua família havia outra opção nas férias que não fosse navegar e mergulhar?
JEAN-MICHEL COUSTEAU - (Risos) Naquele tempo não éramos expostos a tudo a que as crianças são hoje. Não havia televisão nem rádio e éramos muito focados na atividade de nossos pais. Ouvíamos e obedecíamos. Eu ficava ansioso, talvez mais do que as crianças fiquem hoje, com a próxima novidade. Nunca questionei se eu tinha de estar envolvido nesse tipo de decisão familiar.

Istoé - Qual o nível de influência dos seus pais sobre o sr.?
JEAN-MICHEL COUSTEAU - A atividade dos meus pais me levou a pensar que podia haver gente vivendo embaixo d’água. E um dia eu disse que seria o primeiro arquiteto a construir cidades submarinas. Por isso estudei arquitetura. Mas isso não é suficiente se você quer construir coisas embaixo da água. Então eu vi que tinha de aprender sobre construção de barcos. E que, se pudesse aprender sobre os dois, saberia fazer o que chamei de “arquitetura marinha”. O que não me dei conta na época é que os humanos foram feitos para viver na terra, não debaixo da água. Podemos ser visitantes, mas não podemos viver lá. Fomos feitos para ficar secos.

Istoé - Japão, Noruega e Islândia querem acabar com a moratória de caça às baleias, que dura 25 anos. Os EUA e outras nações propuseram um acordo de dez anos no qual a caça seria permitida sob rígido controle. É melhor manter a moratória ou tentar um acordo alternativo como esse?
JEAN-MICHEL COUSTEAU - O que está sendo sugerido é matar baleias para protegê-las. Eu, pessoalmente, e a Ocean Futures Society, que eu represento, não concordamos. A menos que tenhamos um sistema muito melhor, a moratória em vigor deve continuar. Falhamos na tarefa de ver se a caça às baleias continuava. Os japoneses estão desrespeitando as regras: você pode ir ao mercado de peixe em Tóquio e comprar carne de baleia. Os japoneses dizem que podem caçar para pesquisas científicas, mas nunca produzem nada. Se não me engano, foram dois estudos nos últimos dez anos. O uso da ciência como desculpa é inaceitável. Até recentemente, os japoneses matavam entre 23 e 25 mil golfinhos todo ano. Eles os vendiam como carne de baleia e peixe. Isso tem de mudar.

Istoé - Os chineses têm a tradição de tomar sopa de barbatana de tubarão, assim como os islandeses comem carne de baleia. Como combater algo que já faz parte da cultura desses países?
JEAN-MICHEL COUSTEAU - A razão “cultural” é extre­mamente limitada para ocasiões específicas. A sopa de barbatanas, se não me engano, só é tomada em casamentos, principalmente na China. Hoje, algo em torno de 100 milhões a 200 milhões de tubarões são mortos por ano. Isso está sendo feito apenas por dinheiro, sob a desculpa de “cultura”. A diversidade cultural, algo que respeito muito, é sinônimo de estabilidade. Mas você não pode tomar sopa de barbatana de tubarão, usando a desculpa da tradição, se do outro lado da rua há um restaurante do McDonald’s. Temos de voltar à realidade. E a verdade é que a carne desses animais deve ser reservada para ocasiões muito específicas.

Istoé - Precisamos de uma moratória da pesca também?
JEAN-MICHEL COUSTEAU - Ninguém pode ditar o que um país deve fazer em suas águas territoriais, isso tem de acontecer nação por nação. Os pescadores têm família, como eu e você. Se pararem de pescar, perdem seu trabalho. O que é necessário é mudar o modo como eles pescam. Devemos pegar apenas o que a natureza pode prover.

Istoé - Como as mudanças climáticas estão afetando os recifes de coral?
JEAN-MICHEL COUSTEAU - Eles morrem se a água está muito fria ou muito quente. E cada espécie é diferente da outra. No Caribe, por exemplo, as temperaturas estão subindo e há lugares em que metade dos corais já morreu. Temos que trabalhar para que isso não ocorra, mas é muito difícil. Nas Bahamas, os recifes são necessários para proteger as ilhas de tempestades e furacões. Toda essa proteção está morrendo e essas ilhas podem ser invadidas pela água. As pessoas terão de sair de lá.

Istoé - Estamos usando a água como se fosse um recurso infinito?
JEAN-MICHEL COUSTEAU - A água engarrafada é mais cara que a gasolina. Tem algo errado aí. Isso tem que mudar, porque uma é vida e a outro, supérflua. Talvez você não viva tão bem sem o seu carro, mas... Há escolhas que temos de fazer. Há muita água engarrafada que vem da torneira. Isso é ridículo! E não é só a água que vem sendo usada dessa maneira. Os Estados Unidos representam 5% da população mundial e consomem 25% da energia produzida na Terra.

Istoé - Sua equipe está gravando um documentário no Golfo do México, cenário do maior desastre ambiental dos EUA. O que viu por lá?
JEAN-MICHEL COUSTEAU - Estivemos lá três vezes e agora estou voltando. Vamos mergulhar para ajudar alguns cientistas, recolhendo alguns peixes. O maior temor é de que o petróleo tenha certos componentes que possam afetar a vida marinha. E os dispersantes usados na tentativa de diluir a mancha podem estar afetando os animais de outra forma. Os dois juntos, por sua vez, podem ter outros efeitos danosos, e é isso que queremos descobrir. Essa combinação não afeta só a vida marinha, e sim todos nós.

Istoé - O óleo vai atingir a Europa?
JEAN-MICHEL COUSTEAU - Sim, bem como os dispersantes. Essa água suja está sendo levada pela corrente do Golfo do México. Ao que tudo indica, logo vai atingir França, Inglaterra, Espanha e Portugal. É assim que o sistema trabalha.

Istoé - Engenheiros dizem que só podem aprender a lidar com um acidente como esse quando ele ocorre. O que o sr. acha dessa afirmação?
JEAN-MICHEL COUSTEAU - Essa é uma péssima desculpa. Sabemos que o acidente do Golfo do México poderia ter sido evitado. Pior: há testemunhas dispostas a declarar que os dispersantes só fizeram o problema aumentar. Além disso, quando você realiza um trabalho há mais de mil metros de profundidade, tem de estar preparado para um acidente. Eles não estavam.

Istoé - O sr. diria que o governo americano demorou para agir?
JEAN-MICHEL COUSTEAU - Governos não são especialistas em perfuração de petróleo. O que sugiro é que seja criada uma comissão internacional com essa especialidade completamente independente e composta de pessoas de diferentes países. Hoje, os governos são influenciados pelo dinheiro das indústrias e pela política. Uma comissão independente poderia supervisionar a atividade petrolífera em qualquer lugar, e todos iriam obedecer às mesmas regras – inclusive na prevenção de acidentes.

terça-feira, 27 de julho de 2010

::: Iglu: um cobertor de gelo :::

Amigos vamos a mais um estudo do Prof. Dulcidio Braz Júnior; boa leitura

Um iglu, habitação arredondada com paredes feitas de gelo

O iglu é uma habitação feita de neve ou gelo, típica de habitantes da região polar norte e que, apesar de ter as suas paredes muito frias, abaixo de zero Ceusius, consegue proporcionar conforto térmico aos seus habitantes. Há aqui um aparente paradoxo pois, estando o gelo muito frio, seria mais lógico acreditar que ele deveria congelar as pessoas dentro do iglu, não é mesmo? Mas não é isso o que acontece.

Para entender esse "truque" físico fantástico, vamos usar novamente o Modelo de Fourier para o Fluxo de Calor:


O principal segredo do isolamento térmico nos iglus reside no fato de que gelo é um mau condutor de calor, ou seja, tem um pequeno coeficiente de condutibilidade térmica K. Em outras palavras, uma parede de gelo funciona como um bom isolante térmico, dificultando trocas de calor entre o interior e o exterior. Na prática, o ambiente interno do iglu perde pouco calor para o ambiente externo através das paredes isolantes de gelo. Isso mantém a temperatura interna da habitação estável e num valor mais alto que o lado de fora, o que é bastante agradável para os habintantes desta casa de paredes geladas.

Fazendo paredes de gelo mais grossas, ou seja, com espessura L maior, fica evidente pelo Modelo de Fourier que o fluxo F de calor será menor, ou seja, a perda de calor para o meio externo será ainda menor. Iglus, como o da foto acima, costumam ter paredes bem espessas.

Outro truque físico fantástico para minimizar ainda mais a perda de calor, aumentando a eficiência do efeito isolante das paredes de gelo, está na forma arredondada do iglu. Note que o fluxo F de calor de Fourier é diretamente proporcional à área A das paredes. A forma arredondada garante uma área A menor, o que minimiza o fluxo de calor.

Para provar isso, basta imaginar uma esfera de raio r inscrita num cubo de arestas 2r, como na figura abaixo.


O iglu arredondado tradicional corresponde aproximadamente à metade superior da esfera. Um iglu cúbico imaginário equivalente deve corresponder à metade do cubo (linhas vermelhas). Vamos comparar as áreas das paredes externas do iglu redondo com o iglu cúbico imaginário (sem considerar a área em contato com o chão):

Iglu tradicional (redondo)
A área superficial de uma esfera de raio R mede 4.pi.R(quadrado). O iglu, de raio r, correponde à metade de uma esfera e, portanto, terá uma área total de aproximadamente:
AIGLU = 4.pi.r(quadrado)/2 = 2.pi.r(quadrado) = 2.3,14.r(quadrado) = 6,28.r(quadrado)

Iglu imaginário (cúbico)
O iglu cúbico terá um teto quadrado, de lado 2r, e quatro paredes verticais com 2r de comprimento e r de altura (veja linhas vermelhas na figura).
A área do teto do iglu cúbico será:
ATeto = 2r X 2r = 4r(quadrado)
A área de cada parede vertical do iglu cúbico será:
AParede = 2r X r = 2r(quadrado)
Concluímos que a área total do iglu cúbico imaginário será:
A'IGLU = ATeto + 4.AParede= 4r2 + 4(2r(quadrado)) = 4r(quadrado) + 8r(quadrado)= 12r(quadrado)
Pelos cálculos acima percebemos que um iglu cúbico teria praticamente o dobro da área superficial equivalente de um iglu redondo uma vez que 12.r(quadrado)/6,28.r(quadrado) = 2. Logo, o iglu cúbico iria transferir pelas suas paredes de gelo o dobro da quantidade de calor transferida pelas paredes do iglu redondo. Um iglu redondo tem praticamente o dobro da eficiência isolante de um iglu cúbico equivalente! A forma arredondada dos iglus não é uma questão de estética mas sim de função!


Curiosidade da Física...Dormindo encolhido


Se você entendeu a idéia física básica deste post, então me responda uma coisa:

Quando uma pessoa está com frio e deita-se para dormir, normalmente ela fica encolhida. O mesmo parece estar acontecendo com o cãozinho da foto ao lado. Há uma razão física para isso?

Se respondeu sim, acertou! É instintivo ficarmos encolhidos, numa posição mais arredondada, diminuindo a área externa do nosso corpo por onde perdemos calor para o ambiente. Desta forma, o fluxo de calor cai e sentimos maior conforto térmico.

Veja só que interessante: no fundo, todos nós aprendemos física na prática, vivendo! Até um cão aprende física!

domingo, 25 de julho de 2010

A semana na Ciência

A semana 1 - A maior estrela do universo
Bruna Cavalcanti



O Sol foi desbancado na semana passada com a descoberta da maior estrela já vista no universo. Com uma luminosidade dez milhões de vezes mais intensa, sua massa é 265 vezes maior que a do astro-rei do nosso Sistema Solar. A grande celebridade espacial, batizada de RMC 136a1 (o ponto mais brilhante desta foto), foi um achado da equipe liderada pelo astrofísico britânico Paul Crowther por meio do Telescópio Extremamente Grande, no Chile, e de imagens capturadas pela Nasa. A descoberta foi bastante rara, já que até agora os astrônomos acreditavam que o tamanho-limite para as estrelas era de 150 massas solares.

A semana 2 - DERRUBADA NATURAL
Tempestade derrubou meio bilhão de árvores na Amazônia em 2005



Mais um fato comprova que as mudanças climáticas estão afetando a Floresta Amazônica. Um novo estudo prova que uma grande tempestade ocorrida em janeiro de 2005 foi responsável pela queda de cerca de 500 milhões de árvores – o que equivale a 30% do desflorestamento daquele ano. Os cientistas afirmam que eventos do tipo podem se tornar frequentes no futuro, matando um grande número de árvores e liberando mais carbono na atmosfera. A tempestade varreu mil quilômetros de extensão por 200 quilômetros de largura, causando mortes em Manaus, Manacapuru e Santarém. Os ventos passaram dos 145 km/h, derrubando árvores que caíram sobre as outras, causando um efeito dominó.



A semana 3 -O soldado de 2020
Americanos testam equipamento que pode transformar militares em máquinas de guerra com força e resistência sobre-humanas
Hélio Gomes


Depois de uma corrida tecnológica que durou boa parte da primeira década deste século, o governo americano confirmou na semana passada o início dos testes com o seu primeiro exoesqueleto militar. O equipamento, literalmente um esqueleto externo “vestido” pelos soldados, transporta para a realidade uma ideia presente em inúmeras obras de ficção científica – do clássico “Tropas Estelares” (1959), no qual foi citada pela primeira vez, ao recente sucesso “Avatar”. Assim como na fantasia, o invento pretende dotar os militares de superpoderes como a capacidade de levantar até 90 quilos sem fazer esforço ou de caminhar quase cinco quilômetros em uma hora sem se cansar (leia quadro à direita). Se os experimentos forem bem-sucedidos, a traquitana provavelmente chegará aos campos de batalha em dez anos.

Batizado de Hulc (sigla em inglês para carregador humano universal), o exoesqueleto está nos sonhos do maior Exército do mundo há décadas. No início dos anos 2000, dois inventores americanos entraram em uma briga de gente grande para conquistar esse mercado. Em 2004, no entanto, o engenheiro mecânico Hami Kazerooni, então da Universidade de Berkeley, saiu na frente e apresentou um protótipo capaz de seduzir os capitalistas da guerra. Depois de abrir sua própria empresa, associou-se ao gigante do setor de armamentos Lockheed Martin e passou um bom tempo aprimorando o seu invento. O resultado foi apresentado no ano passado e impressionou os especialistas graças a duas qualidades fundamentais: sua mobilidade e seu controle altamente intuitivo.

Segundo o fabricante, o Hulc não é operado por nenhum tipo de controle manual. Sensores espalhados pela máquina antecipam o movimento do operador e fazem com que os seus músculos hidráulicos entrem em ação – seja na hora de carregar algo, seja ao caminhar longas distâncias ou até mesmo ao correr em velocidades que podem alcançar 16 km/h. Mesmo sem ter extensões acopladas aos braços do soldado, o sistema, instalado em uma mochila nas costas do usuário, transfere a carga para as suas pernas sem que ele perceba.

Outro ponto primordial para o sucesso do invento é sua autonomia. Dotado de uma bateria de lítio similar à dos celulares, mas muito mais potente, ele deixa o soldado totalmente desconectado de fontes de energia. No videodemonstração disponível no site de ISTOÉ é possível ver paramilitares em campo com agilidade digna de um super-herói. Agora, é a vez de o Exército americano fazer suas avaliações. “Os testes biomecânicos vão medir a energia gasta por um soldado ao usar o Hulc”, afirma um comunicado oficial da Lockheed Martin. Eles também mostrarão quanto tempo os usuários levarão para aprender a controlar o exoesqueleto ao carregar pesos variados e movimentar-se em velocidades distintas.

A novidade é apenas mais uma das desenvolvidas pela iniciativa privada sob encomenda do Pentágono. Há tempos os militares americanos contam com o auxílio da alta tecnologia para amplificar seus sentidos – vide os óculos de visão noturna – ou localizar-se – via GPS, por exemplo. Além disso, um órgão governamental trabalha exclusivamente na criação de novas tecnologias de guerra. Trata-se da Darpa (sigla em inglês para Agência de Pesquisa de Projetos Avançados de Defesa).

De lá surgiu outra invenção que promete ajudar os militares americanos – mais especificamente, aqueles que sofreram na carne o flagelo da batalha. Também na semana passada, a Darpa anunciou que testará o primeiro braço mecânico totalmente operado pelo cérebro humano, muito provavelmente com a ajuda de soldados mutilados. Resta saber quem serão os inimigos que esses verdadeiros robocops enfrentarão nas batalhas de um futuro cada vez mais próximo.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A caminho do tudo - parte XIV

O novo mundo de Galileu




Uma legião de outras estrelas que escapam ao olho nu é percebida através do telescópio; são tão numerosas que quase ultrapassam o limite do acreditável.
GALILEU

Amigos o recesso está quase no fim, no IFAM as aulas já começaram mas resolvi folgar mais um pouco. Estou em Codajás terra do açaí visitando meus pais; como hoje é dia de a caminho do tudo, lá vai a segunda parte do estudo sobre a vida de Galileu.


Muitos pensam que foi Galileu o inventor do telescópio mas ela é creditada ao holandês Hans Lippershey que por acaso encontrara a combinação correta de duas lentes de vidro dentro de um tubo que faziam objetos distantes parecerem mais próximo. Galileu em apenas 24 horas construiu seu próprio instrumento e deu show no construído por Hans.
Logo ele percebeu o valor do telescópio como ferramenta militar e demonstrando essa capacidade visualizou um modo de tirar proveito desta descoberta para seus estudos.



Dizem os livros que em 21 de agosto de 1609 ele liderou uma procissão de venezianos curiosos para cima de um campanário e apontando seu instrumento para o porto da cidade, deixou os nobres reunidos de queixos caídos ao olharem pelo dispositivo. Eles ficaram devidamente impressionados: diz-se que conseguiram identificar embarcações que se aproximavam duas horas inteiras antes que entrassem no porto. As autoridades de Pádua piraram e dobraram o salário de Galileu lhe oferecendo cátedra vitalícia. Ele foi esperto e não aceitou a oferta, guardando essa carta na manga para conquistar uma posição melhor na sua terra natal, onde se tornou o principal filósofo e matemático do grão–duque da Toscana.



Enquanto os lideres venezianos só queriam espionar navios, Galileu apontou sua mira mais alto. Durante milênios os homem contemplaram maravilhas no céu noturno; agora, em um tranqüilo jardim da Toscana, Galileu se tornara o primeiro, imagine isso, o primeiro homem a olhar mais fundo o firmamento do céu azul. O que viu através de seu telescópio durante aquele inverno gélido, sem comparação com a friagem da semana passada, iria mudar o mundo para sempre.,



Galileu observou que o planeta Vênus passa por fases como a Lua, sugerindo que Vênus, na verdade, órbita o Sol; grande descoberta. Ao mesmo tempo, descobriu quatro “ estrelas ” que pareciam abraçar o planeta Júpiter, mudando de posição de uma noite para outra porém jamais dele se afastando; eram Luas que giravam em torno de Júpiter. O problemas senhores era que ambas as descobertas contradiziam a noção de um universo cujo centro fosse a Terra; você pode imaginar o significado da descoberta e a encrenca em ele ia se meter? Galileu já tinha ficado entusiasmado com o modelo copernicano antes; as imagens vistas por aquele telescópio agora consolidaram sua crença. As descobertas não pararam por ai : ele viu manchas escuras no Sol, montanhas e crateras na Lua e tudo isso contradizia a visão de Aristóteles de que o Sol e a Lua eram corpos “perfeitos”.



Em 1610, Galileu publicou suas observações em um livro intitulado Siderius Nuncius ( O mensageiro das estrelas ), que foi um sucesso instantâneo; logo aquele professor italiano se tornou celebridade em toda Europa sendo perseguido por paparazis, ops. Seu livro estava na boca de todo Homem culto da Europa e além dela. Em cinco anos, ele já era conhecido e discutido em lugares tão distantes como na China, e as descobertas telescópicas de Galileu logo o fizeram “ o homem mais famoso do mundo”.
Muitos estudiosos da época ficaram impressionados, até mesmo encantados com o novo universo aberto por Galileu, mas no dia a dia, os problemas começaram a aparecer. Alguns críticos apegando-se ao mundo de Aristóteles e Ptolomeu, simplesmente se recusaram a reconhecer suas descobertas. Alguns daqueles homens instruídos, escreve ele, jamais se deram ao trabalho de olhar pelo telescópio, muito embora tivesse “ lhe oferecido mil vezes”, ou seja, simplesmente “ fecharam os olhos para a luz da verdade”.



A história de como Galileu ficou atolado em uma disputa com a igreja foi contada muitas vezes, mas o conflito ainda é visto com freqüência. Me lembro que em alguns anos passados ele foi “ perdoado ” pelo papa João Paulo II quando vivo.
O caso de Galileu não foi apenas um choque entre ciência e religião, nem foi um simples conflito entre os que apoiavam dois modelos opostos do firmamento. Foi antes de tudo uma tenebrosa mistura de filosofia, teologia e acima de tudo política, entendes? E ela foi se infiltrando pouco a pouco, desde o momento em que Galileu olhou pela primeira vez através do telescópio, até o seu julgamento pela Inquisição católica romana, a aproximadamente 25 anos depois; mais essa é uma outra história.

Espero que tenham gostado do relato, um abraço e bom retorno às aulas;
Aguardo comentário e nos acompanhe nessa caminhada sobre a vida de Galileu;
Na próxima sexta teremos o Tema: Galileu e a Igreja.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Realidade ou Ficção

“Forbes” aponta os 15 personagens mais ricos da ficção



A revista americana “Forbes”, conhecida pelas listas que publica apontando os homens e empresas mais ricos do mundo, divulgou a versão 2010 do ranking dos 15 personagens mais ricos da ficção. O Tio Patinhas, que chegou a ser primeiro colocado, agora “amarga” a vice-liderança. Confira a lista completa abaixo:

1º – Carlisle Cullen (“Crepúsculo”): US$ 34,5 bilhões
2º – Tio Patinhas: US$ 33,5 bilhões
3º – Riquinho: US$ 11,5 bilhões
4º – Tony Stark (Homem de Ferro): US$ 8,8 bilhões
5º – Jed Clampett (”A Família Buscapé”): US$ 7,2 bilhões
6º – Ozymandias (”Watchmen”): US$ 7 bilhões
7º – Bruce Wayne (Batman): US$ 6,5 bilhões
8º – Fada do Dente: US$ 3.9 bilhões
9º – Thurston Howell III (”A Ilha dos Birutas”): US$ 2,1 bilhões
10º – Sir Tophamm Hatt (”Thomas e Seus Amigos”): US$ 2 bilhões
11º – Artemis Fowl: US$ 1,9 bilhão
12º - Sr. Burns (”Os Simpsons”): US$ 1,3 bilhão
13º – Chuck Bass (”Gossip Girl”): US$ 1,1 bilhão
14º – Jay Gatsby (”O Grande Gatsby”): US$ 1 bilhão
15º – Lucille Bluth (”Arrested Developement”): US$ 950 milhões

Segundo a “Forbes”, Carlisle passou Tio Patinhas pode ser mais velho (370 anos) e por comprar ações prevendo o futuro.

Enquanto isso no Brasil....

Segundo a “Forbes”, Eike Batista tem US$ 28 bilhões. Se juntar mais 5,5 bi, vai aparecer sem as calças e com os sobrinhos por aí. Caso ganhe mais 6,5 bi, vira um vampiro veado.

Conclusão : a ganância é f * % da.


Caso Bruno..

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sociedade & Futebol



Robben, a ilha e o jogador
Por Diogo Mainardi

“Se, depois de sair da Ilha Robben, Nelson Mandela derrotou o fanatismo racista, Robben, com seus dribles, deu um passo adiante, ridicularizando o fanatismo politicamente correto e a propaganda multirracial”
A ilha Robben. Nelson Mandela passou duas décadas preso na Ilha Robben. O regime do apartheid tinha ali sua mais temida cadeia. E quem foi o mais temido protagonista da Copa do Mundo na terra de Nelson Mandela? Isto mesmo: Robben, o camisa 11 do time da Holanda, o ponta-direita repetidamente chutado por Michel Bastos e pisoteado por Felipe Melo.
Robben é branco. Van Bommel é branco. Sneijder é branco. Iniesta é branco. Casillas é branco. Villa é branco. De acordo com a Lei de Registro Populacional, promulgada pelo regime do apartheid, os finalistas da Copa do Mundo, Holanda e Espanha, foram escalados da seguinte maneira:
Holanda (4-2-1-3) – Branco; coloured, branco, branco e branco; coloured e branco; branco; branco, branco e branco. Técnico: branco.
Espanha (4-4-2) – Branco; branco, branco, branco e branco; branco, branco, branco e branco; branco e branco. Técnico: branco.
A última final de Copa do Mundo com tantos jogadores brancos ocorreu quando Nelson Mandela ainda estava preso na Ilha Robben. Só o vestiário de um campo de críquete, nos tempos do regime racista, poderia igualar-se ao vestiário do estádio de Johannesburgo, na final desta Copa do Mundo.
Além de ser branco e de ter o nome de uma temida cadeia do regime do apartheid, Robben jogou com aquele seu uniforme laranja. O laranja, da casa real holandesa, era a cor dos colonos bôeres. Trata-se de mais um símbolo do passado segregacionista encarnado por Robben. A arquibancada do estádio de Johannesburgo, com todos os torcedores vestidos de laranja, evocava o Estado Livre de Orange.
Os holandeses chegaram à Cidade do Cabo em meados do século XVII, com a Companhia das Índias Orientais. Eles ocuparam o território, disseminaram a escravatura, massacraram os zulus, combateram os ingleses, apoiaram os nazistas e, finalmente, segregaram os negros durante o apartheid. Quase 400 anos antes da canhotinha de Robben, os holandeses já eram temidos protagonistas naquele lugar.
Da Ilha Robben a Robben, porém, tudo mudou. A memória do apartheid só permaneceu como instrumento de poder do partido de Nelson Mandela, o CNA. Em vez de ser usado, como no passado, para segregar os negros em guetos nefandos, atualmente ele é usado apenas para tentar acobertar as nefandezas cometidas pelos mandatários do CNA, como o presidente Jacob Zuma, um dos antigos prisioneiros da Ilha Robben.
Se, depois de sair da Ilha Robben, Nelson Mandela derrotou o fanatismo racista, Robben, com seus dribles, deu um passo adiante, ridicularizando o fanatismo politicamente correto e a propaganda multirracial. O temido protagonista do time da Holanda fundou, com sua canhotinha, o Estado Livre de Robben.


Patrícia Amorim: “Aqui, o Bruno não joga mais”



A presidente do Flamengo, em entrevista exclusiva a ÉPOCA, diz que vai processar o goleiro por perdas e danos e pretende demiti-lo por justa causa, seguindo a orientação dada nesta sexta-feira (16) pelo conselho de juristas convocado pelo clube: “Ele não é o modelo que queremos aqui na Gávea”

ÉPOCA – O advogado do goleiro Bruno pediu habeas corpus para ele. Caso o goleiro seja libertado, caso os depoimentos não sejam suficientes para sua condenação e ele se apresente no clube, o que fará o Flamengo?
Patrícia Amorim - Aqui, o Bruno não joga mais. Não dá. Desgastou demais a marca e a imagem do clube. E sua postura é inaceitável. Sempre teve reações intempestivas, assumiu a posição de capitão como se pudesse mandar em todos, como se fosse o dono da verdade. Havia um descontrole sim. Xingava, chutava até a garrafinha do isotônico. Enquanto o Léo Moura saía do campo chorando e outro jogador saía de cabeça baixa, ele saía chutando muito o portão no vestiário.


ÉPOCA – Como era sua relação com o capitão do time?
Patrícia - Eu dizia ao Bruno que estava errado. Depois ele pedia desculpas, dizia que estava com a cabeça quente. Vinha me contar a história de ter sido abandonado, e ser criado pela avó. O problema é que o Bruno via a liderança sempre como uma postura para se impor berrando. Eu não precisava levantar a voz. Ele chegava na minha sala com uma postura de valente e saía com outra, dócil.


ÉPOCA – Como foi a briga do Bruno com o Petkovic?
Patrícia - Ah, ele achou que o Pet não jogou tudo que podia jogar. Aí acho que era uma disputa normal mesmo, de futebol, e nisso não vejo tanto problema.

ÉPOCA – Quais foram as conversas mais difíceis com o goleiro?
Patrícia - Quando ele xingou os torcedores, por exemplo. Começou a dizer que estava ‘insustentável’ a relação com a torcida e que ele ‘só ia treinar se falasse com a presidente’. Eu disse a ele que tinha gente ali na arquibancada ganhando salário mínimo. Muitos no estádio não ganhariam a vida inteira o que ele ganhava num mês. Falei da oportunidade que ele teve na vida, do talento. Achei que tinha adiantado, mas não teve efeito. Dei tanta lição de moral, nem gosto de pensar nisso. Aí, ao defender o Adriano, que tinha brigado com a namorada, ele perguntou ‘qual homem não tinha saído na mão com a mulher’. Eu o chamei aqui imediatamente, mandei ele se retratar e ele pediu desculpas publicamente ao lado da filha.


ÉPOCA – O Flamengo não deveria ter advertido os jogadores antes, quando Adriano apareceu em fotos com fuzis de mentirinha, e Vagner Love chegou escoltado por supostos traficantes armados numa favela? O clube não poderia advertir, punir e ameaçar rescindir o contrato?
Patrícia - Quando a corda já está esticada, fica difícil. Eu sempre fui muito presente desde que fui eleita presidente. Tinha um negócio errado, eu falava direto. Descontava o dia. Mas nunca adiantou. Esse trabalho de contenção deveria ter sido feito ao longo da formação desses jogadores. Essa geração cresceu com bad boys como ídolos, desde o Romário e o Edmundo. Em 1994, por exemplo, o Flamengo tinha outro tipo de bad boy. Era mais malandragem, menos violência. Olha como as coisas pioraram. Antes, eles tinham um monte de mulheres, faziam filhos fora do casamento, mas pelo menos eles assumiam os filhos. Os clubes e a estrutura do futebol não se preocuparam com esses desvios e isso passou a fazer parte do contexto. A coisa tomou outro vulto agora. Esse universo deles inclui agredir mulheres e dar essas festas inacreditáveis, até com jumentos e anões. Em vez de jogadores, passaram a ser celebridades. Quem é a referência do Flamengo hoje?


ÉPOCA – Que medidas concretas foram tomadas depois que ele foi acusado de sequestrar Eliza no Rio e estar envolvido em seu crime em Minas Gerais?
Patrícia - A primeira coisa que fizemos foi afastar imediatamente, antes mesmo que fosse detido. Mas não podíamos proibi-lo de treinar longe dos outros, antes de ser indiciado. Depois, suspendemos o pagamento porque ele não está prestando o serviço para o qual foi contratado. Bruno ganha um salário de R$ 150 mil por mês, e se juntar luvas, patrocínio, e bônus pelas vitórias, acredito que sua remuneração mensal no ano passado tenha ficado em R$ 250 mil. Ficamos pensando como faríamos a rescisão do contrato com ele: justa causa ou não? Discutimos duas noites seguidas. Não se chegou à unanimidade.


ÉPOCA – Com todas essas acusações pesadas contra o Bruno, e o clube há duas semanas em manchetes policiais, isso já não seria suficiente para demitir o goleiro?
Patrícia - Há jogadores que não têm contrato de imagem, só de trabalho, como é o caso do Bruno, cujo contrato é regido pela CLT. Para rescindir o contrato dele sem justa causa, o Flamengo teria de pagar 6 milhões de euros. Aí eu não podia ser irresponsável, agir só com paixão, e dizer “manda embora”, sob risco de prejudicar o clube. Exatamente por eu não ter competência na área criminal, reuni um conselho de notáveis para discutir e chegar a uma conclusão. E eles acabam de me recomendar a rescisão do contrato do Bruno por justa causa. Se exigirmos dele também compensação por perdas e danos, o valor que pediremos será igual ao da rescisão.


ÉPOCA – Seu desejo pessoal seria desligar totalmente o goleiro o mais rápido possível?
Patrícia - Com certeza. Tudo isso foi um baque enorme. Eu gostaria sim que ele fosse demitido por todo o desconforto e desgaste que causou ao Flamengo e aos torcedores, desde que não haja nenhum tipo de dolo para o clube.


ÉPOCA – Como tem reagido a torcida?
Patrícia - Tem de tudo. Desde o torcedor que se diz humilhado, com o coração sangrando, até os que mantêm o carinho pelo goleiro porque se recusam a acreditar na culpa dele, especialmente as crianças. Ídolo é ídolo. Ele vendia mais camisas do que o Rogério Ceni. No Maracanã, depois do jogo com o Botafogo no Maracanã, uma família de flamenguistas chegou a mim perto do vestiário e a filha, de 9 anos, me fez o seguinte pedido: ‘Se você for visitar o Bruno, diz que eu amo ele?’ Eu fiquei desconcertada, nem sabia o que dizer.


ÉPOCA – Não seria preciso mexer no time para passar uma mensagem e disciplinar os jogadores?
Patrícia - Eu herdei uma situação em que alguns jogadores gozavam de regalias, ou privilégios. Não gostava disso, mas, com o título brasileiro este ano, eu não tinha como mexer em nada, nem na base do time nem na comissão técnica. Era como mexer num vespeiro. Existia um sentimento geral que me incomodava muito, do tipo: ‘Ah, na hora do jogo esses aí decidem’. Como se isso bastasse. Era um time vencedor. E a torcida quer a mão na taça. Grita no estádio o nome do jogador. Picha os muros quando o time joga mal. As renovações foram muito mais complicadas e desgastantes depois do título. Jogadores e treinadores achavam que podiam tudo. Eu tinha coragem mas enfrentava um time fechado, com muito corporativismo. O bom foi que esses privilégios começaram a incomodar o próprio grupo e também aos formadores de opinião. Comecei a tratar tudo com transparência, sem esconder os problemas. E chamei o Zico porque não há melhor pessoa para estabelecer esses parâmetros de comportamento. E nós não vamos mais ficar reféns de atleta nenhum. Porque já enfrentamos o pior. Nada pode ser pior do que o que aconteceu no caso Bruno.


ÉPOCA – Quais são os maiores desafios do Flamengo?
Patrícia - Grupos dominantes fragmentaram o clube. Eu não sou de feudo nenhum, não pertenço a grupo nenhum, eu pertenço ao Flamengo. Isso me deixa muito à vontade para receber todos os empresários e ouvi-los. E também para criticar comportamentos que me dão pavor, como o de cartolas que adoram sair em fotos abraçados com jogadores. Precisamos sim de investimento, precisamos pagar aos poucos as dívidas. Nos primeiros meses, só conversei sobre dinheiro aqui e não sobre futebol. A sorte é que meu marido é economista e eu me cerquei de pessoas que entendem de finanças.


ÉPOCA – Houve conversas suas com os jogadores depois que Bruno foi preso?
Patrícia - Falei com alguns em particular, o Leo Moura, o Pet, o Lomba, que substituindo o Bruno, o Willians, que era companheiro de quarto do goleiro. Mas também reuni o grupo e perguntei a eles: ‘Quem garante que isso não vai acontecer de novo?’ Todo mundo ficou mudo.


ÉPOCA – E as categorias de base? Existe um plano para formar jogadores com outro tipo de caráter e valores?
Patrícia - Aí, sim, precisamos de um investimento grande. Vamos construir escolas aqui dentro. Este é o foco. O clube precisa assumir sua função de formador, não só de atletas. Esses meninos têm que sair do Flamengo como grandes homens, em primeiro lugar. Se puderem também ser grandes jogadores, ótimo. O clube precisa retomar sua relação direta com os jogadores, sua ascendência, em vez de ficar nas mãos de empresários e de assessores de imprensa dos jogadores, como se tivesse lidando com um bando de celebridades. O que eu defendo é a volta da responsabilidade, tanto dos jogadores quanto dos dirigentes.


ÉPOCA – Em algum momento desse drama, sendo mãe de quatro filhos, dois deles gêmeos, houve algum arrependimento por ter se candidatado à presidente do Flamengo?
Patrícia - Olha, noutro dia uma senhora chegou para mim e disse: ‘Ai, eu não queria estar no seu lugar, deve ser terrível’. E eu respondi que estou no lugar que eu quero estar. O Flamengo é muito mais do que o Bruno, é a tradição, a história, tem uma enorme força de mercado e público. O Flamengo é um tesouro. Não só no futebol. É o Flamengo do Cesar Cielo, do Diego Hipólito. Perdemos agora algumas batalhas mas no fim tenho certeza de que existe um arco-íris esperando por nós. E como tudo que o Zico fala tem uma força enorme, tenho convicção de que vamos unir o Flamengo e sair dessa. Zico é o Flamengo que deu certo.


A nova cláusula nos contratos dos jogadores do Flamengo
"O atleta X (nome do atleta), se obriga expressamente em honrar a imagem e o bom nome do CRF e de seus patrocinadores, mantendo conduta ilibada dentro e fora de campo, observando as regras de boa conduta e imagem pública que lhe são pertinentes, sob pena de rescisão imediata do contrato, sem qualquer ônus para o CRF.

terça-feira, 20 de julho de 2010

::: Vamos pula, vamos pular...... :::


Fonte: Prof. Dulcidio Braz Júnior

"Vamos pular, vamos pular..." Até parece música de Sandy & Júnior! Mas não é. Hoje, 20 de julho, é o World Jump Day ou Dia Mundial do Pulo. Pelo menos é o que diz Dr. Hans Peter Niesward, ou melhor, Torsten Lauschmann, artista proprietário do domínio www.worldjumpday.org.

Segundo o site, que tem animações e até vídeos "convincentes", se pelo menos 600 milhões de pessoas saltarem juntas, o efeito combinado do empurrão sobre a Terra poderá alterar a sua órbita, afastando o planeta do Sol. E o objetivo é stop global warming, extend daytime hours and create a more homogenous climate. Traduzindo: parar o aquecimento global, aumentar a duração do dia em horas e criar um clima mais homogêneo no planeta.

Será que isso é fisicamente possível?

:: 1 - A Terceira Lei de Newton

Pela Terceira Lei de Newton, se um corpo A exerce uma força (AÇÃO) sobre outro corpo B, recebe de volta uma outra força (REAÇÃO) de mesma intensidade, mesma direção, mas em sentido oposto.


Quando saltamos, empurramos o chão para baixo (AÇÃO). Segundo Newton, o chão nos empurra para cima (REAÇÃO) e, por isso aceleramos e subimos na vertical. É mais ou menos como duas pessoas de patins, paradas uma em relação à outra. Se uma empurra a outra (AÇÃO), recebe automaticamente um empurrão de volta (REAÇÃO) e as duas movem-se na mesma direção mas em sentidos opostos.


Mas a Terra tem um campo gravitacional não desprezível. Assim, subimos quando saltamos mas caímos novamente no chão. A atração da Terra nos trás de volta. E aí entra a Terceira Lei de Newton outra vez. Se a Terra nos atrai (AÇÃO), então também atraímos a Terra (REAÇÃO).

Diferente do caso dos patinadores, que separam-se após o empurrão pois a atração gravitacional é desprezível, a pessoa que saltou e a Terra vão juntar-se novamente.

Assim, um saltinho ou um saltão (equivalente físico da soma de saltinhos simultâneos), conjugado com a gravidade, não consegue alterar a trajetória do nosso planeta. Entendeu?

Seria possível tirar a Terra do seu lugar se conseguíssemos ejetar um pedaço dela para o espaço. Mas, para jogarmos um corpo de forma que ele não voltasse mais para o chão, ele teria que vencer o campo gravitacional terrestre. Isso só é possível se for lançado com uma velocidade mínima chamada de velocidade de escape e que na superfície da Terra vale cerca de 11 km/s. Não dá para atingir uma velocidade dessas num salto, dá? E quem seriam os suicidas que saltariam para o espaço infinito só para mover a Terra?

E, para que o efeito fosse perceptível, a massa ejetada não poderia ser desprezível em comparação com a massa total do planeta. 600 milhões de pessoas, como sugerido no site, supondo uma massa média de 70 kg para cada indivíduo, dá uma massa total de 600.106 X 70 = 4,2.1010 kg, muito menor do que a massa do planeta que é da ordem de 6.1024kg. É mais ou menos como se um dos patinadores fosse um ácaro (de patins, claro!) tentando empurrar uma pessoa de 70 kg, também sobre rodinhas! Não dá!



:: 2 - A Terceira Lei de Kepler

A Terceira Lei de Kepler diz que "o quadrado do período T de translação de um planeta ao redor do Sol é proporcional ao cubo da sua distância média r ao Sol". Matematicamente temos:


onde K é uma constante que depende da massa do corpo central (no caso, da massa do Sol).

Por esta idéia de Kepler, afastar a Terra do Sol não alteraria a duração do dia terrestre, ligado ao tempo de rotação da Terra sobre si mesma. Alteraria sim o ano terrestre, o período T de translação, ou seja, o tempo que a Terra demora para completar uma volta ao redor do Sol. Numa órbita mais afastada a Terra teria um ano maior do que 365 dias. E poderia continuar a ter um dia de 24h, sem problemas.



:: 3 - A Órbita da Terra e as Estações

Pela Primeira Lei de Kepler, sabemos que a órbita da Terra (e de todos os outros planetas do Sistema Solar) não é circular, é elíptica. Sendo assim, a Terra já se afasta ou se aproxima do Sol dependendo da época do ano. Agora, por exemplo, no período de inverno aqui no hemisfério sul, a Terra está mais longe do Sol. No verão, no hemisfério sul, a Terra passa mais perto do Sol. E o duro é que muita gente justifica a temperatura mais baixa ou mais alta justamente pelo afastamento ou pela aproximação da Terra em relação ao Sol. Bobagem! Está mais frio aqui no hemisfério sul enquanto está mais quente lá no norte. E, quando lá for inverno, aqui será verão e a situação apenas se inverte. Mas os dois hemisférios continuam a estar no mesmo planeta, à mesma distância do Sol!

As estações do ano e a distribuição do clima no planeta não têm nada a ver com a distância da Terra ao Sol e sim com o fato de que o eixo de rotação da Terra é inclinado em relação ao plano orbital. Como essa inclinação é constante, ao longo da viagem da Terra ao redor do Sol há um período em que os raios solares atingem mais diretamente o hemisfério norte e um outro período, com a Terra em uma posição diametralmente oposta na sua órbita, em que o hemisfério sul recebe os raios do Sol diretamente, como pode ser visto nas figuras abaixo.



4 - O Efeito Estufa e o Aquecimento Global

Pela emissão de gases, a atmosfera terrestre está ficando gradativamente mais opaca para a radiação térmica. Raios solares penetram na atmosfera e aquecem o planeta. Mas, a radiação térmica emitida pela Terra tem maior dificuldade para escapar de volta para o espaço. Assim, a Terra vai acumulando energia, alterando o seu equilíbrio térmico, como numa estufa ou num automóvel exposto ao Sol em que a luz entra mas a radiação térmica não sai, causando drástico aumento da temperatura interna.

Simplesmente afastar um pouco o planeta do Sol não vai diminuir o Efeito Estufa e parar o aquecimento global.



:: CONCLUSÃO

Se for para perder calorias, pule! World Jump Day now! Mas deixe esse negócio de mudar a órbita da Terra por conta do próprio Universo, tá?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Enem 2009 - Lato Sensu a melhor do Norte


Hoje é um dia à ser lembrado e comemorado. Pelo quarto ano seguido o centro educacional LATO SENSU foi a melhor escola do norte do Brasil no ENEM. Ser a 85º escola do País dentre as 17.936 que prestaram exame é um feito extraordinário. Valeu pelo esforço e dedicação de todos, no próximo ano tem mais.
---
kleber


Não é por falar, não! Não é por fazer parte dela, não! Mas a "minha" escola ficou em 85º lugar num ranking que vai até os quase 5 mil lugares. Ficamos na frente de colégios conceituados de São Paulo, do Rio e de Minas Gerais e, prometo a vocês, logo, logo estaremos entre os dez primeiros se não o primeiro lugar. A equipe da qual faço parte é incansável e disposta a conseguir esse pleito. Quanta felicidade sinto hoje e a sensação de tanto trabalho valer a pena. Parabéns Lato Sensu!
Um abraço,
--
Marilice via e-mail


Das 284 escolas da capital de São Paulo, apenas 4 ficaram à frente do Lato Sensu.Escolas como Poliedro e Objetivo não nos superaram.

Lato Sensu: 692,24

Objetivo (Pinheiro): 627,25
Objetivo (Pompeia): 655,59
Objetivo (Cantareira): 663,90
Poliedro: 664,95

À nossa frente:
Etapa: 695,94 (considero empate técnico)
Maria Imaculada: 695,13 ( idem)
Santa Cruz: 715,17
Vértice: 749,70


O Vértice tem apenas uma turma de 3º ano com 64 alunos. Nós temos de dar conta de aproximadamente 250 alunos. É evidente que eles levam uma imensa vantagem com relação à preparação dos alunos, somando-se ainda a estrutura que possuem, embora isso não desmereça o trabalho deles.
É nosso sonho que um dia o Lato Sensu apareça em destaque nacional. Precisamos tornar isso uma realidade.Até quarta!
---
Vilela via e-mail

domingo, 18 de julho de 2010

A semana na Ciência

A semana 1 - O efeito mamute

A raça humana acelera o aquecimento global há pelo menos 15.000 anos, época em que ajudamos a extinguir os gigantes

Desaparecimento dos mamutes alterou a vegetação do Hemisfério Norte

Se você se sente culpado diante do avanço do aquecimento global causado pela ação do homem, saiba que somos os vilões dessa história desde que começamos a dominar o planeta. Há tempos os arqueólogos afirmam que nossos antepassados ajudaram a extinguir a megafauna que habitava o Hemisfério Norte, dizimando animais gigantescos como os mamutes há cerca de 15.000 anos. Agora, um grupo de cientistas do departamento de ecologia da Universidade de Stanford (EUA) comprovou que o desaparecimento da espécie alterou a vegetação que cobria a região temperada – sobretudo no Alasca e na Sibéria – a ponto de mexer com os termômetros de forma significativa.

“Antes da extinção dos mamutes, a maior parte dessas áreas era coberta por grama, já que, assim como os elefantes contemporâneos, eles derrubavam todo tipo de árvore para se alimentar”, disse à ISTOÉ o pesquisador Chris Doughty, um dos autores do estudo. Com o sumiço dos gigantes vegetarianos, bétulas anãs – árvores densas e de folhas escuras, com cerca de dois metros de altura – avançaram sobre o terreno e fizeram com que o calor ficasse encapsulado muito perto da superfície. “Durante o inverno, boa parte da grama que cobria a região era coberta pela neve, um rebatedor natural da energia gerada pelo Sol. Com as árvores tomando conta da paisagem e deixando a neve no solo, essa mesma energia ficava acumulada na Terra”, diz Doughty.

Clique em cima para ampliar

Segundo o estudo, a temperatura média global subiu 0,1ºC nos dois séculos seguintes. “Na Sibéria, o aumento foi o dobro graças à maior concentração humana”, explica o cientista. Claro que os números são bem menores do que os registrados após a Revolução Industrial, mas comprovam a vocação do homem para o desastre ambiental. “Várias pessoas ainda acreditam que a contribuição humana para o aquecimento global é um mito, mesmo com mais de seis bilhões de pessoas vivendo na Terra”, diz Doughty. “Nosso estudo serve para mostrar que até mesmo pequenas populações são capazes de causar um grande estrago.”





A semana 2 - Encontro às escuras

Cientistas do mundo todo se reúnem na Ilha de Páscoa para observar o eclipse total do Sol e entender melhor alguns dos segredos da estrela


No domingo 11, os galos que vivem na Ilha de Páscoa tiveram o momento mais surreal de suas curtas vidas. Durante cinco minutos, a Lua encobriu o Sol e, de repente, o dia virou noite. As aves, que cantam sempre ao alvorecer, soltaram seus pulmões depois de uma “noite” de meros cinco minutos – o tempo do eclipse total do astro, desta vez visualizado por completo apenas na ilha perdida no Pacífico, o ponto mais isolado do planeta.

Apesar de curioso, o fato foi o menos relevante para as oito mil pessoas presentes no local, metade delas forasteiros. “Foi um momento de euforia”, conta o astrônomo Alexandre Andrei, chefe do Girasol (Grupo de Instrumentação e Referência em Astronomia Solar), do Observatório Nacional, que presenciou o fenômeno. O eclipse total acontece quando o Sol, a Lua e a Terra se alinham. Mesmo a estrela sendo 400 vezes maior do que o satélite, a distância faz com que a segunda pareça estar sobre a primeira. Na maior parte das vezes que esse fenômeno ocorre, no entanto, ele não é visível por completo de nenhum lugar em terra firme – só no oceano.

O evento natural fez dobrar a população do antigo lar da civilização rapa nui – famosa por suas estátuas de pedra, os moais. Além dos turistas, astrônomos da França, Índia, Alemanha, Noruega, dos EUA e Japão estavam na festa, digna de uma convenção científica. “O eclipse é ideal para medir o diâmetro do Sol, pois as bordas aparecem bem definidas”, explica Jucira Penna, astrônoma que observa o astro desde 1977 e é parte da equipe do Girasol que ficou no Brasil.

Assim como Andrei, foram para a ilha os astrônomos Victor d’Ávila e Eugênio Reis, além do óptico Sandro Coletti. O time levou um instrumento que nenhuma outra equipe possuía. Desenvolvido no Brasil, o heliômetro é usado para medir o diâmetro do Sol e observar suas manchas. “Elas mostram a atividade solar, cujo interior está sempre em movimento”, diz d’Ávila, projetista do instrumento. “Esse movimento é um dos fatores que definem o aquecimento global”, explica. O objetivo maior do heliômetro, no entanto, é entender como funciona a fotosfera, a parte mais brilhante da estrela, responsável por quase toda a energia solar.

Por fora, o instrumento não é muito diferente de um telescópio comum. A posição de seus espelhos e um filtro solar, no entanto, o tornam único. A criação brasileira é, na verdade, uma reinvenção. O primeiro aparelho com esse nome foi criado há mais de 300 anos. Naquela época, ele foi usado para medir as variações do diâmetro do Sol e assim determinar com maior precisão a órbita da Terra. Em 1838, o instrumento foi resgatado para medir a distância das estrelas em relação ao nosso planeta. A nova versão foi feita há cinco anos e o seu modelo portátil levado para a ilha há dois.

Segundo d’Ávila, existem três causas para o aquecimento do planeta. Uma delas é a evolução natural do clima – com fenômenos como o El Niño –, as ações do homem e a atividade solar. Um exemplo dessa última influência é a chamada “Miniera Glacial” ocorrida na Europa entre 1645 e 1715. Naquela época, o frio intensificou-se ao mesmo tempo que o Sol teve seus índices de atividade mais baixos – fenômeno conhecido como Mínimo de Maunder.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A caminho do tudo – Parte XIII

A REVOLUÇÃO CIENTÍFICA

Galileu Galilei : o showman da Ciência



Dizem os textos que Galileu quando criança sonhava em ser padre; seu pai, um músico talentoso, pensando na bufunfa, grana, dinheiro, gostaria que seu filho fosse um médico. Por esse motivo Galileu foi estudar na universidade de Pisa, sua cidade natal mais não durou muito porque adquiriu uma reputação de encrenqueiro com seus professores e colegas estudantes. Na universidade estudou textos de antigos filósofos naturais como também latim, grego e hebraico. Naquele tempo a matemática era ensinada mas como um apoio para o entendimento de outras disciplinas. Algumas idéias clássicas soavam ridículas para Galileu, como a de Aristóteles de que os objetos pesados caem mais depressa que os mais leves. Pensava Galileu, em uma tempestade de granito e raciocinava; se Aristóteles estivesse certo, as pedras mais leves deveriam sempre começar a cair antes das mais pesadas, ou então de uma altura maior, para que fossem vistas chegando ao chão no mesmo tempo, brilhante não? Se conta também que em uma visita a uma catedral observando as oscilações de uma lâmpada de óleo marcou o interesse de Galileu em pêndulos, e suas idéias iriam permitir aos relojoeiros construir relógios mais precisos; Que idéias eram essas? Podem pesquisar e vejam como é bom descobrir. Uma dica, tem a ver com o período do pêndulo e seu comprimento. Galileu deixou a universidade depois de quatro anos levando consigo um grande interesse pela física mas nenhum diploma.
Enquanto tentava ser professos em uma das universidades italianas, passou vários anos em Florença e Siena, dando aulas particulares de matemática aos estudantes. Logo conseguiu o que queria em Pisa, uma cadeira na universidade, mas sua natureza ainda mas arredia lhe rondava. Logo passou a atacar em público as idéias de seus professores mais velhos e como toda ação tem uma reação seu contrato de três anos não foi renovado. Aquele período, intelectualmente foi produtivo, ele se interessou por astronomia, escreveu comentários sobre Ptolomeu e Copérnico, construiu um termômetro simples cuja substância termométrica era o vinho e começou a fazer estudos detalhados de mecânica. Suas idéia mais originais estavam relacionadas ao movimento dos corpos em queda. Já tinha rejeitado a teoria de Aristóteles e para ele o meio de saber a verdade era testar experimentalmente; eis um bom físico.
De acordo com um relato escrito por um de seus discípulo após doze anos de sua morte, ele conduziu o experimento decisivo do topo da famosa Torre inclinada de Pisa. De acordo com a história, Galileu escolheu objetos com aproximadamente a mesma forma para minimizar os efeitos da resistência do ar. Você pode imaginar Galileu lançando bolas de chumbo, cobre e madeira, duas de cada vez de 54m de altura para professores e estudantes céticos rumo ao chão. A multidão ouve um único barulho quando os pesos em queda chegam quase ao mesmo tempo e Galileu gritando que se na ausência do ar, a chegada seria simultânea. Me veio na lembrança um filme onde após pesquisar na Internet descobri que o astronauta David R. Scott em 1971 deixou cair na lua um martelo e uma pena para comprovar a idéia de Galileu durante a missão da Apolo 15.


Olha, não sei não, mais alguns textos não se referem a torre de Pisa. Os escritos de Galileu só dizem que ele usou uma torre alta para verificar sua teoria. Pode ser que essa história tenha sido inventada por seus discípulos. Dizem os céticos que se a experiência de Pisa tivesse acontecido os textos teriam mais detalhes e não um relato tardio de segunda mão. O historiador Bernard Cohen sustenta que a história é “indubitavelmente falsa” se realmente tivesse ocorrido seria um acontecimento para mídia, o primeiro grande golpe publicitário científico. O biógrafo Stillman Drake diz que poderia ter acontecido, porém a falta de documentos deixa dúvidas e impede de se ter uma conclusão.
Há pelo menos duas boas razões para não cair na historia da torre de Pisa:

A primeira é que diversos cientistas realizaram experimentos de corpos em queda bem antes de Galileu; conta-se de um erudito bizantino chamado João, o gramático que pode ter feito isso no Séc. VII.

A segunda razão é que Galileu encontrou um meio ainda melhor para testar as leis que regem os corpos em queda. Uma bola solta de uma torre leva poucos segundos para chegar ao chão e isso é um problema para um observador, no que se refere a fazer medidas; em vez disso, ele usou um plano inclinado para deixar tudo mais lento.

Os princípios ainda são os mesmos, porém os tempos são maiores, e portanto mais fáceis de medir. Os registros de Galileu relatam este experimento. O que de fato descobriu foi uma lei matemática precisa governado esse movimento:

A distância percorrida por um corpo que cai (ou rola) é proporcional ao quadrado do tempo decorrido.


Ele tinha descoberto que um corpo em queda passa por uma aceleração uniforme, a famosa aceleração gravitacional . O conceito estranho para Aristóteles agora estava estabelecido e se alguém duvidasse poderia repetir o experimento sozinho.


Em 1592, Galileu conquistou a tão sonhada “cátedra” de matemática na universidade de Pádua; ele permaneceu por lá por 18 anos, o período mais feliz e produtivo de sua vida. Ele continuou o seu estudo do pêndulo e escreveu tratados sobre fortificações e engenharia militar, estava se tornando um Copernicano devoto e o céu passou a ser mais iluminado para ele com um novo instrumento.... a luneta, mais essa é uma outra história.


Espero que tenham gostado do relato da pesquisa; aguardo comentários, um abraço e vamos continuar a estudar e conhecer Galileu Galilei o showman da ciência.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

::: A Física de um recorde mundial :::



A russa Yelena Isinbayeva, de 23 anos de idade, medalha de ouro do salto com vara feminino da Olimpíada de Atenas em 2004, acaba de bater novo recorde mundial da modalidade atingindo a incrível marca de 5.00 m em prova do Super Grand Prix da IAAF - Federação Internacional de Atletismo, realizada em Londres, Inglaterra.

Yelena é considerada um dos maiores fenômenos do atletismo dos últimos anos e, só para termos um parâmetro de comparação, na mesma prova onde ela saltou 5.00 m, a polonesa Anna Rogowska, segunda colocada, saltou 20 cm a menos, ou seja, 4.80m.

Acompanhe abaixo uma seqüência de 15 frames de uma prova realizada em Paris, França.



No salto com vara, a atleta de massa m corre até atingir uma velocidade máxima V (frames 01 e 02). Com isso ela carrega uma energia cinética EC = m.V²/2. Ela então apóia a vara no solo (frames 03 a 05), continuando a correr. Observe que a vara começa a sofrer uma deformação elástica gradativa (frames 06 a 09), ou seja, a energia cinética da atleta vai se convertendo em energia potencial elástica. Em seguida, a atleta é "lançada" para cima pela vara que funciona como uma mola (frame 10). Acontece aqui uma outra transformação de energia: energia potencial elástica armazenada na vara deformada volta a ser energia de movimento (cinética) e a atleta de massa m move-se para cima (frames 11 e 12), abandonando a vara, e ganha uma altura máxima h para ultrapassar a haste (frames 12 a 14 ) que demarca a altura do salto. No ponto de altura máxima h a atleta de massa m terá energia potencial gravitacional máxima EP = m.g.h (g é a gravidade local). A atleta ultrapassa a haste e começa a cair (frame 15), situação em que a energia potencial elástica vai novamente converter-se em energia cinética. O salto termina com a queda num colchão de espuma que absorve a energia, o que faz o impacto ser suave, sem traumas para a atleta.

Vamos considerar que o sistema seja conservativo, ou seja, que não haja nenhuma perda de energia. Desta forma estamos desprezando atrito com o ar e qualquer outro tipo de perda de energia, como um possível aquecimento da vara durante a deformação, por exemplo. Assim podemos garantir que toda a energia cinética inicial da corrida será convertida em energia potencial gravitacional final, no ponto de altura máxima h, onde supomos que o centro de massa da atleta esteja momentaneamente parado. Assim teremos:



Para a gravidade local g = 9.8 m/s2 e h = 5.00 m (altura do recorde mundial do salto com vara feminino), teremos:



Pelo cálculo acima concluímos que a russa atingiu na corrida uma velocidade em torno de 9.89 m/s, cerca de 9.89 x 3,6 = 35,6 km/h! Ela "voa baixo". E "voa alto" também! E agora quer superar-se novamente e atingir a marca dos 5.05 m. Incrível, não?

Fonte : prof. Dulcidio Braz Júnior