A MENTE QUE SE ABRE A UMA NOVA IDEIA JAMAIS VOLTARÁ AO SEU TAMANHO ORIGINAL.
Albert Einstein

domingo, 31 de outubro de 2010

Obf 2010 3ª fase – Professor Vovô Babão II


Aconteceu ontem , em todo o território nacional, a prova da terceira fase da OBF - Olimpíada Brasileira de Física, evento nacional promovido e organizado pela SBF - Sociedade Brasileira de Fìsica.


No estado do Amazonas, 26 alunos de primeira à terceira série do ensino médio tiveram disposição para "queimar" a manhã e tarde do sabadão fazendo a prova de Física que foi aplicada na UFAM. Para muita gente isso pode parecer loucura. Para mim é a prova de que nosso país ainda tem salvação. Ainda temos massa crítica, gente inteligente, dedicada, que acredita no seu futuro e que investe em sua formação.

Tudo bem que poderiam ser muitos mais, mas entendo e não forço a barra. E fico feliz por estas 13 mentes privilegiadas que acompanho! E por outras tantas que por este Brasilzão afora, em outras escolas, públicas e privadas, também estiveram fazendo musculação cerebral e divertindo os seus neurônios com belas idéias físicas em pleno sabadão!

Parabéns a todos os professores e alunos voluntários da Ufam liderados pela Kelly que tomaram a frente neste ano em virtude do afastamento temporário para recuperação da saúde do Prof. Pedro.

Parabéns a todos que participaram da OBF 2010! Independente de resultados, o mais importante é que, com certeza, fizeram valer o dia todo de prova nesta sabadão para aprender mais Física! Genial! Um super abraço e reconhecimento a todos os 26 alunos do estado do Amazonas que nos representaram.

CENTRO EDUCACIONAL LATO SENSU

IRMA CSASZNIK
ISABELA DOMINIAK SOARES
JULIANY PIRES FIGUEIREDO
LEONARDO DE ALBUQUERQUE HAYASIDA
LUCAS MEDINA AREOSA
CAIO EDDIE DE MELO ALVES
MARCO ANTONIO DA COSTA NASCIMENTO
VICTOR RIPARDO SIQUEIRA
MATEUS SEVERIANO DA COSTA
FELIPE GUEDES DE OLIVEIRA KUCERA
GABRIEL LUCAS ANDRADE DE SOUSA
JACOBUS LAURENS DE JAGER
JOÃO PAULO DE SOUZA BARBOSA

FUNDACAO NOKIA DE ENSINO

MARCOS RÚBERSON PEIXOTO DE SOUSA
IARA LIMA DOS SANTOS
FERNANDO GABRIEL BATISTA LIMA
ÁLVARO RAMOS MENEZES SANTOS
JOÃO EMANOEL RODRIGUES MOTA

COLEGIO MILITAR DE MANAUS

WENDREY LUSTOSA CARDOSO

ANTONIO LUCAS GONÇALVES TOMAZ
BRUNO DE SOUZA NEVES
CAYO FELLYPHE DA COSTA PARENTE
JÚLIO CÉSAR VEIGA BEZERRA

ESCOLA DE EDUCACAO BASICA E PROFISSIONAL FUNDACAO BRADESCO
ULYSSES RAPHAEL GOMES NOBRE

CENTRO EDUCACIONAL LA SALLE
RAFAEL COSTA FERNANDES

CENTRO EDUCACIONAL ADALBERTO VALLE
FRANCISCO DA CUNHA MORAES 



Fotos da Etapa









O Babão



TIRINHA DO DIA
 
 


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

As previsões futuristas de De Volta para o Futuro que deram certo (ou não)

Em 2010 comemora-se os 25 anos de De Volta para o Futuro, clássico dos anos 80. Por isso, o site GawkerTV fez uma lista com as previsões do diretor Robert Zemeckis para o futuro mostrado no segundo longa. Veja o que deu certo e o que furou:



1) GAMES SEM JOYSTICK



Em De Volta para o Futuro 2, lançado em 1989, McFly vai para o ano de 2015 e se depara com um monte de aparelhos e tecnologia impensável nos anos 80. Começamos a lista com os games:
No segundo filme, Marty McFly (Michael J. Fox) está em 2015 e mostra a dois garotinhos (o de camiseta vermelha é Elijah Wood, o Frodo de O Senhor dos Anéis) como eram os games nos anos 80. Os garotos, com desdem, dizem: "tinha que usar as mãos? Parece brinquedo de criança". O filme foi premonitório aqui e antecipou a atual geração de games que não precisam mais de fios conectados e nem de joystick. No final do ano sai o Kiect, para o Xbox 360, acessório que permite jogar usando todo o corpo.

2) FILMES EM 3D E SEQUÊNCIAS


Longas em 3D são a atual febre dos cinemas com Avatar, produzido especialmente para este formato e também com outros que foram convertidos depois de filmados. O diretor Robert Zemeckis também previu a enxurrada de continuações que também fazem parte do dia a dia de quem vai ao cinema. Jogos Mortais, por exemplo, está na parte sete.



3) COMPUTADORES PORTÁTEIS



Zemeckis também mandou bem ao criar um aparelho muito parecido com o iPad que temos hoje. Na imagem acima você pode ver o gadget.



4) TIME DE BASEBALL


De Volta para o Futuro 2 também mostra que a Flórida teria um time de baseball. Em 1993 o Florida Marlins participou de seu primeiro campeonato e em 98 o Tampa Bay Devil Rays se tornou o segundo time da região.



5) VÍDEO CONFERÊNCIA



Hoje todo mundo faz, mas em 1989 era só uma ideia. Qualquer um agora pode conversar via computador vendo e sendo vistou por outra pessoa. Até em iPhones é possível fazer isso.



6) VÁRIOS CANAIS AO MESMO TEMPO


Nas TVs dos anos 80 isso era impossível ainda, mas hoje é possível assistir a vários canais a cabo ao mesmo tempo com as TVs de alta tecnologia que existem. Marty fez isso no segundo filme.



7) TÊNIS FUTURISTA

Tudo bem, o tênis da Nike usado por McFly em De Volta para o Futuro 2 se amarrava sozinho. Isso ainda não acontece, claro. Mas a própria Nike está lançando agora o tênis futurista do filme, numa homenagem aos 25 anos da estreia do longa original.


8) ELETRÔNICOS POR TODA PARTE



Celulares, rádios, microondas, controles remotos... hoje a gente tem um monte de dispositivos que nos ajudam (ou atrapalham) e estão com a gente o tempo todo. Robert Zemeckis também previu a invasão dos aparelhos no segundo filme da série e que seríamos consumidos pela tecnologia.



9) CARROS VOADORES





Essa ainda não funcionou, mas pode muito bem acontecer num futuro razoavelmente distante. Já há protótipos de máquinas que se parecem com carros voadores, mas ainda nada de concreto.



10) SKATES SEM RODAS


Essa infelizmente também ainda não se concretizou. No filme, o aparelho é chamado de Hoverboard, funciona sem rodinhas e se sustenta no ar através de dispositivos antigravitacionais. Agora o dado legal: o francês Nils Guadagnin criou um Hoverboard que flutua de verdade. Ele faz isso através de um campo magnético, o problema é que ninguém pode pisar nele. Quem sabe não role para o futuro?

TIRINHA DO DIA

terça-feira, 26 de outubro de 2010

As 10 + do Enem - Os principais pontos da política e economia mundial em 2010




• Estados Unidos: será um ano difícil para o presidente Barack Obama, com a aprovação em queda. Na metade do mandato, ele enfrenta eleições legislativas que podem lhe custar a maioria na Câmara dos Deputados, além de ter como desafios sanar as contas públicas e lidar com as guerras no Iraque e no Afeganistão. No Iraque, deverá cumprir as metas de retirada das tropas combatentes até final de agosto.

China: o país vai atingir dois patamares históricos na economia: pela primeira vez, ultrapassará o Japão como segunda maior potência econômica do planeta e contabilizará 10% das exportações mundiais. Por outro lado, o regime comunista terá que lidar com dissidências étnicas e protestos, no ano que lembra os 60 anos da invasão do Tibete.

América Latina: o ano será de eleições, com destaque para a sucessão presidencial no Brasil, que marcará o inicio da era pós-Lula. O presidente tentará transferir sua popularidade para eleger Dilma Roussef, chefe da Casa Civil. Ela disputa o cargo com o governador de São Paulo, José Serra, que tem a seu favor o maior colégio eleitoral do país no Estado de São Paulo. Em 2010 também haverá eleições parlamentares na Venezuela, e presidenciais no Chile e na Colômbia, no ano em que se comemoram 200 anos de independência da América Espanhola.

Europa: na UE (União Europeia) deve entrar em vigor o Tratado de Lisboa, que confere mais representatividade ao bloco. Mas é incerto se isso ajudará o continente a enfrentar o fantasma do desemprego, que pode atingir a taxa recorde de 10% da população.

Oriente Médio: a insistência do Irã em continuar seu programa nuclear sem a supervisão da ONU pode levar a um conflito com Israel. As manifestações contra o governo iraniano continuam em 2010, mas será uma disputa interna pelo poder que definirá o futuro do país dos aiatolás.

TIRINHA DO DIA

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A física do impacto e o possível impacto nas eleições








Antes de mais anda, quero deixar claro que:

1. Este post não tem qualquer relação com a minha decisão política de escolher entre Serra e Dilma no segundo turno das eleições 2010. O voto, por lei, é secreto. Valho-me do meu direito legal e não vou aqui revelar a minha escolha nem tampouco aproveitar para fazer campanha para um ou outro partido. Certo?
2. Mas quero deixar claro que acho um absurdo qualquer tipo de intolerância.
3. Também acho igualmente absurdo o uso que se pode tentar fazer de qualquer fato para buscar mais votos.
4. Por 2 e 3, entendo que erraram os petistas, intolerantes. Errou também o outro lado que tentou transformar a bola de papel numa "tijolada". Infelizmente, a campanha presidencial, embora aconteça num clima democrático, não me agrada nem um pouco pois não tem a consistência esperada para um país que precisa crescer muito à altura da sua grandeza.

Portanto, que fique bem claro: a proposta deste post, como qualquer outro aqui no Física na Veia!, é a Física contextualizada, ou seja, o uso da Física e o bom senso científico para analisar qualquer coisa, qualquer fato, neste caso um lamentável episódio que mostra a ganância de ambos os lados na busca desesperada por votos e pelo poder.

• massa da bola de papel: m = 6g = 0,006 kg
• velocidade da bola de papel no momento do impacto: V = 4,5 m/s

Para termos parâmetros de comparação, neste post publicado em 2005 mostro, através de estimativas, que o impacto de uma bola de futebol (m = 450 g = 0,45 kg) contra o rosto de um jogador (a uma velocidade V = 20 m/s = 72 km/h) pode, em condições extremas, passar de 1000 N (ou 100 kgf). A foto que ilustra o post mostra a incrível deformação da face do jogador com a bolada em alta velocidade. E uma pancada dessas pode atordoar o atleta.

Vou fazer aqui o mesmo cálculo que fiz para a bolada no jogador, só que agora para a bolada (de papel) contra a cabeça do candidato José Serra. Usarei como tempo de interação o valor Δt = 1/100 s = 0,001 s, um valor típico. Como em qualquer cálculo estimativo, você pode alterar os valores, dentro de uma realidade plauzível, e fazer as suas próprias estimativas.

A força média Fm trocada entre o artefato (aparentemente uma bola de papel) e a cabeça do candidato José Serra pode ser calculada.

onde Δt = 1/100 = 0,01 s é o tempo estimado de interação (contato) entre os corpos na colisão, m = 0,006 kg a massa estimada do artefato, e ΔV = Vf - Vi = 4,5 - (- 4,5) = 9 m/s o módulo da variação vetorial da velocidade antes e depois da colisão (supondo que, em módulo, as velocidades antes e depois da colisão apresentam o mesmo valor). Assim teremos:


Considerei, para facilitar, que as velocidades da bola de papel antes e depois da colisão estão na mesma direção, apenas em sentidos opostos. Desconsiderei a dissipação de energia com a deformação da bola, o que daria uma diminuição de velocidade pós impacto. O vídeo mostra algo ligeiramente diferente. Portanto, meus cálculos devem ser vistos apenas como uma primeira aproximação. Ele nos dá uma ideia da orde de grandeza do impacto mas não pretende acertar na mosca o valor da força.


Pelas estimativas, encontramos uma força bem pequena, equivalente àquela que você deve fazer para equilibrar o peso de um corpo de massa 540 g (ou 0,54 kg) na superfície da Terra onde a gravidade é g = 9,8 m/s² (aproximadamente 10 m/s²). Imagine, por exemplo, você segurando um saquinho de sal de 1kg mas já pela metade, com apenas 540g de sal. É esta a foça estimada no impacto da bolinha de papel contra a cabeça do candidato José Serra.

Uma força desse tamanho não tem o poder de causar nenhuma lesão física grave, a não ser que fosse feita numa área muito sensível como, por exemplo, num dos olhos. Fica bem claro neste episódio que a "lesão moral" é o que pesou mais. Não há como negar que o candidato à presidência foi desrespeitado em seu direito legítimo de campanha. Concorda? E isso, ratifico, é lamentável.

Mas, mesmo sem ferir, a bolada que o Serra levou pode ter provocado dor local pois:

1. Uma bola de papel é irregular e pode apresentar pequenas pontas. Não são pontas tão rígidas, mas são pontas. Uma força, mesmo pequena, feita numa área pequena (área de uma ponta de dobra de papel), pode dar uma pressão suficiente para provocar deformações "penetrantes". Nesta ordem de grandeza de força, em um caso mais "grave", a bolinha de papel poderia provocar um furinho, como o de uma agulha, e produzir um minúsculo sangramento. Não foi o que aparentemente aconteceu. Não houve lesão aparente na pele.

2. A bola atingiu a pele de José Serra, na região calva. Se ele tivesse cabelo no local da pancada, certamente a bolada teria sido melhor amortecida e a dor atenuada.

Ratifico que o episódio foi lamentável, por qualquer lado que se olhe. E carimba o clima eleitoreiro (e não eleitoral!) que estamos mais uma vez vivendo enquanto sonhamos com um país de verdade. Uma pena!

Posto tudo isso, tire você mesmo as suas conclusões. Pense e repense: o episódio terá impacto no resultado das eleições?

Conto com o seu bom senso! E que o triste episódio sirva para ensinar um pouco mais de Física para quem quiser aprender.

Fonte : Dulcidio Braz Junior

TIRINHA DO DIA

domingo, 24 de outubro de 2010

A semana na Ciência

A semana 1 - Físicos do Cern esperam conseguir provas de que universos paralelos existem


GENEBRA (Reuters) - Os físicos que investigam a origem do universo esperam ter, no ano que vem, as primeiras provas da existência de conceitos caros aos escritores de ficção científica, como mundos ocultos e dimensões extras.
À medida que o Grande Colisor de Hádrons (LHC) do Cern, nas proximidades de Genebra, opera com uma força maior, eles falam cada vez mais sobre uma "Nova Física" no horizonte, que poderia mudar por completo os pontos de vista atuais sobre o universo e o seu funcionamento.
"Universos paralelos, formas desconhecidas de matéria, dimensões extras...Isso não é coisa de ficção científica barata, mas teoria física muito concreta que os cientistas tentam confirmar com o LHC e outros experimentos."
Isso foi o que escreveram os integrantes do Grupo de Teoria do centro internacional de pesquisa no boletim direcionado aos funcionários do Cern este mês.
Enquanto as partículas se chocam no vasto complexo subterrâneo do LHC a energias cada vez maiores, os "extra bits do universo" - se é que eles existem como o previsto - poderão ser vistos no computador, afirmam os teóricos.
O otimismo é crescente entre as centenas de cientistas que trabalham no Cern, ao longo da fronteira entre França e Suíça, numa experiência de 10 bilhões de dólares, que inicialmente apresentou problemas, mas este ano vem cumprindo suas metas.

COLISÃO DE PRÓTONS

Em meados de outubro, disse o diretor-geral Rolf Heuer à equipe no último fim de semana, os prótons eram colididos ao longo do anel subterrâneo de 27 quilômetros a uma taxa de 5 milhões por segundo - duas semanas antes da data prevista para esse número.
No ano que vem, as colisões ocorrerão - se tudo continuar seguindo bem - a uma taxa que produzirá o que os físicos chamam de "femtobarn inverso", mais bem descrito como uma quantidade colossal de informações para a avaliação dos analistas.
As colisões recriam o que aconteceu numa minúscula fração de segundo após o "Big Bang" primordial, 13,7 bilhões de anos atrás, que gerou o universo que conhecemos hoje e tudo o que ele contém.
Depois de séculos de observações cada vez mais sofisticadas da Terra, apenas 4 por cento do universo é conhecido - porque o restante é formado pelo que tem sido chamado de matéria escura e energia escura (porque são invisíveis).


A semana 2 - Nasa capta imagens de restos do cometa Halley



O mais famoso dos cometas, o Halley ainda causa comoção. Com um ciclo de 76 anos a cada visita à Terra, não é preciso esperar até 2061 para vê-lo.
O Halley deixa um rastro de poeira cósmica e gelo chamados meteoroides. Quando pertos da órbita da Terra, colisões acontecem a milhares de quilômetros acima do planeta, dando origem a uma chuva de meteoroides.
Segundo a Nasa, embora o pico da chuva de meteoroides seja por volta de 21 de outubro, as câmeras da Nasa (agência espacial norte-americana) registraram as imagens de orionideos no último dia 15.
Como estão na constelação de Órion, recebem o nome de orionídeos e se movem a uma velocidade de 237 km/hora --por causa dessa rapidez, não duram muito e se incendiam na atmosfera.
A agência afirma que observar os orionideos no céu é fácil, se se estiver longe dos centros urbanos. Cada meteoro que aparece na constelação Órion é um orionídeo que pode ser visto como sendo um pedaço do cometa Halley morrendo no espaço.



A semana 3 - Nasa fotografa momento em que supermancha solar lança labaredas no espaço



A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou nesta quinta-feira em seu site a imagem da supermancha solar batizada de 1112, no exato momento em que lançava labaredas no espaço.
Até hoje, nenhuma explosão produziu uma ejeção expressiva de massa coronal (partículas de altas energias) em direção ao planeta Terra.
Outro dado importante é a existência de um grande filamento magnético cortando o hemisfério sul do Sol. Ele é tão extenso, que ultrapassa a distância que separa a Terra da Lua --cerca de 380 mil quilômetros.
É possível identificar um ponto brilhante um pouco acima do filamento --a radiação ultravioleta da supermancha solar. Se ocorresse uma explosão, toda a estrutura entraria em erupção.


A semana 4 - Lua abriga tesouros como a prata, revela estudo

WASHINGTON, 21 outubro 2010 (AFP) - O solo lunar é mais rico do que se pensava até agora, com vestígios de prata em meio a uma mistura complexa de elementos e componentes encontrados dentro de uma das crateras da Lua, revelou um estudo publicado nesta quinta-feira.

Pesquisadores da Brown University, que analisaram partículas de poeira lunar, obtidas por uma colisão organizada pela Nasa no ano passado, descobriram uma surpreendentemente rica mistura que, além de prata, incluiu água e compostos como hidroxil, monóxido de carbono, dióxido de carbono, amônia e sódio livre.
"Este lugar parece um baú de tesouros de elementos, de compostos que foram liberados por toda a lua, e pararam neste local, em permanente escuridão", afirmou o geólogo da Brown University, Peter Schultz, chefe das pesquisas que serão publicadas em artigo na edição de 22 de outubro da revista Science.
As partículas lunares foram coletadas quando um foguete da Nasa atingiu a Lua cerca de um ano atrás, dando a cientistas a oportunidade de aprender sobre a composição do solo nos polos da Lua, algo que nunca havia sido examinado.
As descobertas foram feitas pelo Satélite Lunar CRater Observing and Sensing, da Nasa, ou missão LCROSS, um experimento de 79 milhões de dólares no âmbito do qual a agência espacial americana enviou um foguete para colidir com a cratera Cabeus, no polo sul lunar.
O foguete acertou a cratera a uma velocidade de 9.000 km/hora, provocando a elevação de uma enorme pluma de material do fundo da cratera, que permaneceu intocado pela luz do sol durante bilhões de anos.
Ao envio do foguete se seguiu, minutos depois, uma nave equipada com câmeras para registrar os efeitos do impacto.
Em novembro do ano passado, a Nasa divulgou as primeiras descobertas do experimento, ao anunciar a descoberta de uma "quantidade significativa" de água congelada na lua.
Schultz destacou, em seu estudo, que as missões Apolo, realizadas décadas atrás, já haviam encontrado não apenas vestígios de prata, mas também ouro, na face da Lua voltada para a Terra.
Mas a descoberta de prata na cratera Cabeus sugere que átomos de prata de toda a Lua migraram para os polos.
Schultz advertiu, no e entanto, que a relativamente escassa concentração de prata detectada na cratera "não significa que possamos minerar a Lua para extraí-la".

 TIRINHA DO DIA

sábado, 23 de outubro de 2010

A caminho do tudo – Parte XXVI

A REVOLUÇÃO DE EINSTEIN

O éter preenche o vazio



Gente boa, se eu tivesse de fazer um resumo do século passado “diria que ele ressuscitou as maiores esperanças já concebidas pela humanidade e destruiu todas as ilusões e ideais. Vocês podem achar até uma contradição no que escrevo, mais o século foi de contradição pois no deu guerras de trincheiras, genocídio, a destruição do nosso ambiente e o perigo do excesso de gente. Em contrapartida nos trouxe a liberdade e prosperidade, avanços tecnológicos e científicos e um maior entendimento do nosso universo.

A grande revolução de Einstein, tema deste estudo, começou em 30 de julho de 1905, quando um periódico alemão publicou um artigo de um jovem cientista que trabalhava em um departamento de patentes. Era o primeiro contato de Einstein com a relatividade e ele mudou o mundo para sempre.

Para entender esta mudança de pensamento temos que retornar ao passado e ao pensamento Newtoniano. As leis de Newton embora tivessem duzentos anos, estavam ganhando força, mais algumas implicações eram perturbadoras. A lei da gravitação universal por exemplo, afirma que todo objeto no universo exerce uma atração gravitacional sobre qualquer outro objeto no universo, sem importar a distância entre eles. Mas como essa força é transmitida? Quando um guri empurra ou puxa um carrinho ele está sempre em contato com ele ou com uma corda preza no mesmo. Mas a gravidade de algum modo salta no espaço vazio sem contato algum. Ela permite que o Sol “segure”a Terra sem nenhuma ponte entre eles. O melhor pitaco dado pelos Newtonianos era que a gravidade era transmitida por uma substância invisível que ocupava todo o espaço chamada éter.

Esse mister éter estava na mente de todo o físico até a chegada de Maxwell com seu eletromagnetismo onde a luz não precisava de um meio para se propagar, mais por onde viajaria? Novamente os físicos precisaram invocar o deus éter.

Esse éter era uma substância muito estranha pois precisava preencher o universo inteiro e até mesmo todo o espaço vazio; afinal a luz á capaz de chegar à nós desde o Sol e as estrelas distantes através de um espaço cósmico quase um vácuo. O éter precisava ser invisível e destituído de massa, sem ainda oferecer resistência enquanto a Terra gira ao redor do Sol. A luz faria outras cobranças ao éter : para transmitir ondas eletromagnéticas, o éter precisava ter as propriedades do que os físicos da época chamavam de sólido elástico, ou seja, tinham de ser extremamente rígido, mais rígido que o aço. Não se sabia como uma substância tão diferente poderia funcionar. O éter parecia ser necessário para explicar algo tão intrigante quanto a velocidade da luz. Mais para entender este conceito deveremos avaliar nossas idéias e conceitos sobre o movimento e da velocidade ....na próxima semana.


Espero que tenham gostado da introdução do longo e interessante estudo, um abraço e até sexta onde estudaremos como era a relatividade antes de Einstein.

TIRINHA DO DIA
 

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A Física em três tempos de POESIA

Amigos da física, esta poesia é uma preparação para a Caminho do Tudo - Parte XXVI :

A revolução de Einstein. Espero vocês....




No túmulo de Isaac Newton (1642-1727), na Abadia de Westminster, em Londres, Inglaterra, estão gravados os versos que o panegírico de Alexander Pope (1688-1744) esculpiu:

Nature and Nature’s law lay hid in night.
God sad “Let Newton be“ and all was light.

Em português, numa tradução poeticamente livre, ou livremente poética:

A natureza e as suas leis jaziam na noite escondidas.
Disse Deus “Faça-se Newton” e houve luz nas jazidas.

Uma outra versão do elogio de Pope foi produzida por Aaron Hill (1685-1750), seu desafeto literário, e diz assim:

O’er Nature’s laws God cast the veil of night.
Out blaz’d a Newton’s soul and was light.

Traduzindo, no mesmo espírito:

Sobre as leis da Natureza Deus lançou da noite o manto escuro.
Fora ardia um princípio essencial de Newton e era dia puro.

Consagrou-se, contudo, o dístico de Pope por qualidades próprias, pela inscrição no túmulo do herói da mecânica moderna e a tal ponto e de tal forma que entrou, sem trocadilho, pela porta da cultura pop e estourou em sucesso no best-seller de Dan Brown O código Da Vinci , cuja trama organiza-se, em sua parte final, em torno do quebra cabeças em versos que envolve o poeta do século XVIII, o físico no seu jazigo e o jazigo na Abadia de Westminster, cenário do desenlace do frenesi narrativo das peripécias exótico-esotéricas do romance.

Com as leis de Newton, o mundo científico viveu, ao menos até a segunda metade do século XIX, a sensação de que a física havia concluído sua tarefa e que a ciência estava, enfim, às portas de obter as respostas definitivas sobre os segredos da natureza e os mistérios do mundo.

Contudo, no dia 14 de dezembro de 1900, Max Planck anuncia, na Sociedade Berlinense de Física, que a energia não é emitida e tampouco absorvida continuamente, mas sim na forma de pequeninas porções discretas chamadas quanta, ou fótons, cuja grandeza é proporcional à freqüência da radiação.

Nascia a física quântica e as determinações do mundo que a física newtoniana fazia compreender abalavam-se com toda a teoria e as certezas construídas de seu saber.

Em 1905, o “annus mirabilis” da ciência, da natureza, Einstein publica os artigos que revolucionarão a física e estabelecerão os seus fundamentos modernos: “Sobre um ponto de vista heurístico relativo à geração e à transformação da luz”; “Sobre uma nova determinação das dimensões moleculares”; “Sobre o movimento de partículas suspensas em fluídos em repouso”; “Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento” e “A inércia de um corpo depende da sua energia?”, no qual propõe a sua famosa equação:  E = mc2.

Com a teoria da relatividade restrita consagrada, Einstein trabalha numa nova teoria da gravitação, a sua teoria da relatividade geral e, em 1911, no artigo “Sobre o efeito da gravidade na propagação da luz” anuncia que o campo gravitacional deveria provocar a curvatura da luz. Em 1921 conquista o Prêmio Nobel e consolida sua reputação como cientista, como humanista e como cidadão do mundo. Nessa época, Einstein viaja bastante, desempenhando com contínua intensidade esses diversos papéis sociais com que foi revestindo sua vida. Em Londres, para onde se dirigiu depois de estar em Manchester, Sir John Squire (1884-1958) poeta, crítico, historiador e jornalista inventor da dupla paródia, que consiste em transmitir o conteúdo da obra de um poeta no estilo de um outro, acrescentou ao epitáfio de Alexander Pope para Newton os dois versos que, com fina ironia, dão bem a medida dos transtornos científico-culturais que as descobertas de Einstein provocaram nas certezas de então:

It did not last: the Devil howling “Ho!
Let Einstein be!” restored the status quo.

Em nossa tradução:

Durou pouco: o Diabo uivando “Oh!
Einstein seja feito!” restaurou o status quo.

Como o mundo é feito de mudanças, conforme anotações em prosa e verso desde o renascimento, ou mesmo antes, e como lá se vão cem anos miraculosos do admirável ano de 1905 e outros quase tantos da homenagem divertida de John Squire aos abalos revolucionários da ciência, acrescento aqui meu tributo aos donos da criação. Peço licença poética para emendar as antigas reverências com uma nova irreverência cheia de espanto maroto e sincera admiração, ficando assim, re-emendado, o poema original e também sua versão:

Nature and Nature’s law lay hid in night.
God said “Let Newton be” and all was light.
It did not last: the Devil howling “Ho!
Let Einstein be!” restored the status quo.
After a while, playing dice, thinking they were free
In the space-time they started singing “What will be, will be!”

Traduzindo:

A natureza e as suas leis jaziam na noite escondidas.
Disse Deus “Faça-se Newton” e houve luz nas jazidas.
Durou pouco: o Diabo uivando “Oh!
Einstein seja feito!” restaurou o status quo.
Passado um momento, jogando dados em livre pensar
No espaço-tempo todos cantavam “O que será, será!”.

Carlos Vogt(A)

TIRINHA DO DIA

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Roupa Íntima

Estilista e engenheiro se unem para produzir um tecido com spray que compõe camisetas e que pode se transformar numa forma eficaz de tratar ferimentos


À FLOR DA PELE
Estilista fabrica camiseta com spray; peça é a primeira do tipo que é reutilizável


O evento Spray-on Fashion, realizado na semana passada em Londres, tem pelo menos uma diferença fundamental com qualquer outro desfile de moda no mundo: nenhuma das roupas apresentadas precisou de agulha e linha para ser confeccionada. Antes de se tornarem a última tendência da moda, eram nada mais do que um líquido branco que, aplicado em forma de spray no corpo dos modelos, se transformou em tecido. A criação é do estilista espanhol Manel Torres, em parceria com o engenheiro químico Paul Luckham, do Imperial College, da capital inglesa. É o primeiro invento do tipo que, depois de lançado sobre o corpo, pode ser lavado e vestido novamente.

O líquido é composto por pequenas fibras misturadas a um solvente e dispersas em spray, por uma lata ou por um compressor. As fibras são misturadas com um polímero que as une umas às outras, formando um tecido. Para variar a textura, basta usar diferentes fibras como as sintéticas, lã ou linho. O líquido sai do recipiente numa temperatura muito baixa, por isso seca assim que toca a pele. A desvantagem é que isso impossibilita que ele seja usado em calças ou peças mais elaboradas.

“Eu queria um material futurista, sem costura, rápido de obter e confortável”, disse Torres ao jornal inglês “The Guardian”. Numa demonstração, ele produz uma camiseta masculina em 15 minutos. O estilista-cientista conta ainda que se inspirou em tecidos antigos como feltro, produzidos ao manter fibras unidas sem costurá-las.

As roupas mostradas em Londres são uma propaganda. O objetivo de Torres e Luckham é usar a tecnologia principalmente para fins médicos, tanto que eles fundaram uma empresa para comercializar o produto, a Fabrican Ltd. A ideia é que o spray possa ser usado como uma bandagem inteligente. Ele seria e aplicado diretamente no ferimento, sem a necessidade de fazer pressão sobre uma pele queimada, por exemplo, muito sensível e sujeita a infecções. Além disso, medicamentos poderão ser misturados à fórmula. É o fim do kit esparadrapo e gazeª.

TIRINHA DA SEMANA

terça-feira, 19 de outubro de 2010

As 10 + do Enem - O MST, A questão fundiária e a concentração de terras.

Raízes históricas da questão da terra no Brasil




No Caribe e no Brasil, o modelo adotado para explorar as colônias foi o plantation: grandes propriedades monocultoras, voltadas para a produção de gêneros tropicais destinados ao mercado externo e com a utilização da escravidão negra.

Essas particularidades do processo colonial latino-americano determinaram os traços principais dos problemas fundiários desta parte do continente: a formação de grandes latifúndios ao lado de grande contingente de trabalhadores rurais que não tem acesso à terra.

O Brasil rural convive com extremos de pobreza e de riqueza. As técnicas de cultivo e de criação também variam do rudimentar ao agronegócio moderno.

Nas últimas décadas a modernização do setor agrícola contribuiu para agravar a concentração de terras. Deslocou a população do campo para as cidades, em busca de emprego, ou para outras regiões do país, em busca de terras, para recomeçar uma nova vida. Tanto uma opção como outra contribuíram para agravar os problemas sociais que persistem no Brasil atual.

O Brasil convive com milhões de trabalhadores sem terra numa situação em que cerca de 40% da área das grandes propriedades agropecuárias não são aproveitadas para o cultivo, para a criação de animais ou qualquer outra atividade econômica.

Ao longo da sua história, as terras brasileiras foram controladas por uma elite e hoje, também, por grandes empresas. A concentração de terras, que condena à tragédia milhões de pessoas, teve início com a ocupação colonial e se arrastou até os dias atuais. Sua característica principal é a monocultura de exportação que deu origem e reforçou a propriedade latifundiária.

Como fórmula de inibir a manutenção das grandes fazendas improdutivas e a concentração fundiária, o governo elevou os impostos sobre as terras não exploradas: o imposto territorial rural (ITR). Dada a dificuldade de definir o a capacidade de produção de cada fazenda, a elevação do ITR tornou-se ineficiente para desestimular a formação de grandes latifúndios e promover a reforma agrária.



A reforma agrária

A reforma agrária não é apenas um processo de distribuição de terras. O seu sucesso depende de apoio técnico e financeiro aos novos pequenos proprietários que por ela são beneficiados.

Os trabalhadores assentados precisam de ferramentas, sementes e dinheiro para a instalação das edificações necessárias a uma pequena propriedade e de uma pequena residência. Assentamentos muito distantes dos centros de comercialização dependem sistemas de transporte e armazenagem, para serem viáveis.

Os pequenos agricultores precisam de um sistema especial de crédito agrícola que permita investimentos na propriedade e na produção e de assessoria técnica, essenciais para que o acesso à propriedade esteja vinculado ao progresso social.

Portanto o custo da reforma agrária não está restrito ao pagamento das terras desapropriadas a serem transferidas ao trabalhador sem terra. A reforma agrária depende de um sistema de apoio ao pequeno proprietário para que com o tempo ele possa caminhar sobre suas próprias pernas.



O MST

Os problemas no campo brasileiro podem ser observados no dia a dia. Conflitos entre fazendeiros e posseiros, mortes de trabalhadores rurais, invasões de fazendas pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), manifestações e passeatas exigindo ação mais eficaz do governo na política de reforma agrária.

Os participantes do MST são formados por bóias-frias, ex-operários de usinas de cana, ex-operários de construção de usinas hidrelétricas, trabalhadores da construção civil, ex-colonos de fazendas e desempregados do campo de da cidade.

A última década registrou o maior número de assentamentos de pequenos agricultores em toda a história. Mas, quase nada foi realizado para resolver os problemas sociais do meio rural. É uma comparação entre praticamente nada e alguma coisa, o que não significa que foi relevante. Os assentamentos realizados foram insuficientes para atender a imensa demanda de trabalhadores rurais sem terra - segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário ultrapassa 4 milhões de pessoas - e resolver os problemas sociais do campo brasileiro.

Além disso, é importante ressaltar que o maior volume de terras distribuídas, neste período mais recente, deveu-se às pressões e manifestações permanentes dos trabalhadores rurais através de sua principal organização, o MST, e da CPT (Comissão Pastoral da Terra), outra importante instituição de apoio aos trabalhadores rurais carentes e de denuncia à violência no campo brasileiro.


TIRINHA DO DIA